quinta-feira, 31 de maio de 2012
Absurdo
Impeachment para
Gilmar Mendes
- Publicado em 31/05/2012
- |
Imprima |
- Vote
(+36)
O Conversa Afiada reproduz post de Celso Lungaretti (*) no blog Náufrago da Utopia:
IMPEACHMENT PARA GILMAR MENDES
“Admito que o ex-presidente pudesse estar preocupado com a realização do julgamento no mesmo semestre das eleições. Isso aí é aceitável. Primeiro, porque é um leigo na área do Direito. Segundo, porque integra o PT. Portanto, se o processo envolve pessoas ligadas ao PT, obviamente, se ocorrer uma condenação, repercutirá nas eleições municipais.”
A avaliação, simples mas correta, foi do ministro Marco Aurélio Mello, que sempre considerei o mais lúcido dos integrantes do Supremo Tribunal Federal.
Sim, é da natureza humana tentarmos convencer juízes a tomarem as decisões que nos convêm. O destrambelhado Gilmar Mendes só teria motivos para fazer a tempestade em copo d’água que fez:
– se Lula o tivesse procurado para tentar influir na sentença do processo do mensalão;
– se Lula lhe houvesse oferecido alguma forma de recompensa ou feito alguma ameaça, para tangê-lo a aceitar a postergação do julgamento para depois das eleições municipais.
Ora, nem em suas declarações mais furibundas à imprensa Mendes ousou acusar Lula de estar pressionando pela absolvição dos réus.
E, mesmo se acreditarmos na versão que Mendes deu do encontro e ninguém confirmou, a referência de Lula a (mais) uma ligação perigosa do seu interlocutor é insuficiente para caracterizar uma ameaça. Lula não disse nada parecido com “a militância do PT trombeteará dia e noite que é o Carlinhos Cachoeira quem custeia vossas viagens”, mas, apenas, sugerido que convinha ao próprio Mendes deixar esses assuntos melindrosos para mais tarde.
É inadequado alguém falar nestes termos a um ministro do Supremo? Sem dúvida! Mas, o que Mendes esperava, ao aceitar um encontro a portas fechadas com Lula sem ter nada de pertinente a tratar com ele?
Se Mendes é tão sensível a hipotéticas insinuações, certamente não as ouvirá atendo-se à liturgia do cargo.
Como explica Joaquim Falcão, professor de Direito Constitucional da FGV/RJ:
“…no STF há hoje dois perfis distintos. De um lado ministros mais discretos, que não se pronunciam, exceto nas audiências, e que mantêm distância de Executivo, Legislativo e representantes de interesses em julgamento. Vida pessoal recatada.
Por outro lado há ministros que se pronunciam fora dos autos, estão diariamente na mídia, mantêm contatos políticos, participam de seminários e reuniões com grupos de interesse.
A questão crucial, dizem uns, não é se o ministro deve falar fora dos julgamentos, estar na mídia ou se relacionar social e politicamente. A questão é haver transparência antes, durante e depois dos relacionamentos. E que não faça política. As agendas, os encontros, as atividades dos ministros deveriam ser publicados de antemão.
Em alguns países o juiz não recebe uma parte sem a presença da outra, tão grande é a preocupação com a imparcialidade. O que alguns ministros praticam aqui no STF. Ou grava-se a conversa para assegurar a fidelidade do que ocorreu e proteger o ministro de propostas inadequadas”.
Mendes é o pior exemplo de ministro pop star: pronuncia-se o tempo todo fora dos autos, só falta pendurar uma melancia no pescoço para aparecer mais na mídia, mantém contatos políticos a torto e direito, não recusa convites para eventos de poderosos que têm óbvio interesse em decisões do STF.
Pior, FAZ POLÍTICA (e sempre com viés direitista) –como quando produziu irresponsável alarmismo acerca de um estado policial que nem remotamente se configurava, ou quando contrapôs à frase da então ministra Dilma Rousseff, de que “tortura é crime imprescritível”, a estapafúrdia afirmação de que “terrorismo também é” (esquecendo não só a diferença jurídica entre terrorismo e resistência à tirania, como também o fato de que a imprescritibilidade do terrorismo só viria a ser introduzida nas leis brasileiras depois dos anos de chumbo).
E nunca tem gravações para apresentar, que comprovassem suas denúncias delirantes e bombásticas.
O veterano jornalista Jânio de Freitas (vide íntegra aqui) nos brinda com uma constatação explícita e uma sugestão implícita:
“O excesso de raiva e a aparente perda de controle em Gilmar Mendes talvez expliquem, mas não tornam aceitável, que um ministro do Supremo Tribunal Federal faça, para a opinião pública, afirmações tão descabidas.
…Com muita constância, somos chamados a discutir o decoro parlamentar. Não são apenas os congressistas, no entanto, os obrigados a preservar o decoro da função”.
Eu não insinuo, afirmo: já passou da hora de Gilmar Mendes ser submetido a impeachment.
Menos pela comédia de pastelão que está encenando agora e mais por haver, em duas diferentes ocasiões, privado da liberdade Cesare Battisti em função não das leis e da jurisprudência existentes, mas da esperança que nutria de as alterar.
Quando o ministro da Justiça Tarso Genro concedeu refúgio ao escritor italiano, cabia ao presidente do STF suspender o processo de extradição e colocá-lo em liberdade, como sempre se fizera. Mas decidiu mantê-lo preso, confiante em que convenceria seus colegas ministros a detonarem a lei e a instituição do refúgio, passando por cima do Legislativo e usurpando prerrogativa do Executivo. Conseguiu.
Da segunda vez, quando o então presidente Lula negou a extradição, exatamente como o Supremo o autorizara a fazer, o relator Mendes e o presidente Cezar Peluso apostaram de novo numa virada de mesa legal… E PERDERAM!
O desfecho do caso os tornou responsáveis pelo SEQUESTRO de Battisti durante os cinco meses seguintes –e nada existe de mais grave para um magistrado do que dispor tendenciosamente da liberdade alheia, cometendo abuso gritante de autoridade.
Se Mendes sofrer o impeachment agora, Deus estará escrevendo certo por linhas tortas.
* jornalista, escritor e ex-preso político. http://naufrago-da-utopia.blogspot.com
terça-feira, 29 de maio de 2012
Gilmar Mendes & Veja, sempre juntos. do blog Maria Frô
Bob Fernandes e uma breve história sobre a confiabilidade de Gilmar Mendes
maio 29th, 2012 bymariafro
Respond
Estranhíssimo que um ministro e ex-presidente do Supremo Tribunal vaze conversa reservada com um ex-presidente da República. Muito mais estranho: se a conversa teve tal gravidade, por que Gilmar Mendes não reuniu o Tribunal no dia seguinte e não denunciou o fato? Por que não fez uma representação contra Lula? Por que esperou um mês para se dizer indignado?É digno de um ministro, e ex-presidente do Supremo, vazar através da imprensa informações desse teor? Se é que são verdadeiras. Se era para revelar, por que ele mesmo não revelou? Por que esperou a Veja fazer o trabalho para, só então, numa tabelinha, dizer o que disse?Jobim, também ex-presidente do Supremo, em entrevista ao Jornal Zero Hora negou que o mensalão tenha sido tema da conversa. Contou Jobim: “Foi uma conversa institucional. Não teve nada nos termos em que a Veja está falando”. Perguntado sobre a hipótese de Lula e Gilmar terem conversado reservadamente, Jobim negou: “Não, não, não”.E por quê a Revista Veja? O que já produziu para a história o quarteto Veja, Gilmar, Jobim, e Lula? Em 3 de setembro de 2008, acompanhado de outros ministros do Supremo, Gilmar Mendes foi ao Palácio. Para, como disse então, “chamar “Lula às falas”. Isso porque a Veja havia publicado capa sobre grampos. E informado que Gilmar Mendes e o senador Demóstenes Torres tinham sido grampeados.O grampo nunca existiu. Mas a cobrança de Gilmar, nisso auxiliado pelo mesmo Jobim, então ministro da Defesa, levou à queda de Paulo Lacerda e diretores da Abin. Mais grave. Reverberado por colunas amestradas, o grampo que nunca existiu foi a arma usada para atacar a Operação Satiagraha. Aquela que prendeu Daniel Dantas.O campo para os ataques foi a CPI dos Grampos. CPI presidida pelo deputado Marcelo Itagiba. Itagiba que teve ajuda do presidente do banco de Daniel Dantas para sua campanha. Tudo sempre muito estranho. Ou, muito claro. Estranho, por exemplo, que Demóstenes Torres, o mesmo da CPI do Cachoeira, tenha empregado em seu gabinete uma enteada de… Gilmar Mendes.Aliás, depois disso tudo o ministro Gilmar Mendes ainda se considera habilitado para votar no caso Mensalão? Esse gesto do ministro se torna, obviamente, uma declaração de voto antecipada.
Mais um fato estranho: por quê Lula, tão experiente, tão rodado, se põe outra vez numa conversa do gênero com Jobim e Gilmar Mendes? A assessoria de Lula negou há pouco o que Gilmar Mendes diz que ele disse. Se disse, ou tivesse dito, isso seria um desastre.
De qualquer forma, o ex-presidente Lula cometeu um erro político. Não bastaram o grampo que não existiu e a atuação anterior do triunvirato Gilmar Mendes, Jobim e Demóstenes Torres?O que Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal, foi fazer no escritório do hoje advogado, Jobim, e com um ex-presidente da República? E por que, ainda e mais uma vez Lula confiou em… Gilmar Mendes?
Veja& Gilmar, Tudo a ver
27/05/2012
Por que 'Veja' esqueceu o óbvio: ouvir Jobim?

Lula, Nelson Jobim e Gilmar Mendes se encontraram no escritório do segundo no dia 26 de abril. Dos três, um deles, Gilmar Mendes, narra um diálogo em um ambiente (a cozinha do escritório) que os outros dois negam.Lula, em nota divulgada nesta 2ª feira, desmente e desabafa:' Meu sentimento é de indignação'. Jobim também o faz enfaticamente: não houve conversa na cozinha e não ocorreu o tal diálogo, declarou o ex-ministro da Justiça FHC e ex-presidente do STF entre 2004 e 2006,um personagem reconhecidamente insuspeito de simpatias petistas. Um dado temporal pouco ou nada contemplado na repercussão midiática do evento: a 'revelação' do falso diálogo só vem a público um mês depois do ocorrido; coincidentemente, quando a CPI do Cachoeira avança --aos trancos e barrancos, é certo--, no acesso e divulgação das escutas telefônicas da PF que ampliam os círculos envolvidos no intercurso entre o crime organizado, mídia e expoentes conservadorismo golpista brasileiro (leia a reportagem exclusiva de Carta Maior sobre a 'Operação Berlim', na pág). A revista VEJA que narrou o falso diálogo um mês depois de ocorrido estranhamente não ouviu Jobim antes de publicar a matéria. Uma testemunha tão qualificada, ademais de única, o amigável Jobim não foi considerada pela experiente matilha da principal corneta da direita no país, que descuidou assim de encorpar o 'escândalo'? Fica a dúvida: Jobim não foi considerado ou não quis se comprometer com a operação, motivo pelo qual Gilmar lhe ofereceu a porta de saída da cozinha (recusada por Jobim) recinto no qual, alega, teria ocorrido o constrangedor diálogo?A revista também não explica a razão pela qual Gilmar Mendes só se indignou a ponto de buscar o ombro confidente dos amigos de Policarpo Jr 30 dias depois do ocorrido que tanto o tocou. O dispositivo midiático demotucano passa ao largo dessas miunças.Prefere repercutir o 'escandaloso' comportamento de Lula. Usa a condicional 'se de fato ocorreu' no miolo do texto, mas ordena as manchetes e comentários seletos como se a reportagem de VEJA fosse verdadeira. Repete assim o comportamento da manada conservadora observado em 2008 quando a mesma VEJA e o mesmo Gilmar, denunciaram um suposto grampo telefônico de conversas travadas entre o então presidente do STF e o demo Demóstenes Torres. O 'escândalo' levou Gilmar a acusar o governo Lula de instaurar um "estado policial no Brasil'. Como agora, Giomar mostrou-se indignado então. Com equivalente isenção, o dispositivo midiático demotucano também endossou o destampatório sem um grama de evidência objetiva.A pressão derrubou Paulo Lacerda, então chefe da ABIN. O grampo, comprovou-se depois, era falso. Uma peça desse jogo xadrez vai depor no Conselho de Ética nesta 3ª feira: Demóstenes Torres é parte da verdade escondida no cipoal de mentiras, interesses políticos e pecuniários que a novilíngua midiática tenta minimizar; se possível vitimizar.Parte da mesma verdade é a viagem a Berlim em abril de 2011 feita por ambos: o senador e o personagem togado. As particularidades que envolvem a ida e a volta dos dois, sobretudo a volta em 25-04 (LEIA reportagem exclusiva de Carta Maior, nesta pág. sobre a Operação Berlim em que Cachoeira providencia jatinho para um certo 'Gilmar') , podem explicar o suor frio do desesespero excretado nas páginas da estridente corneta do conservadorismo brasileiro.
Postado por Saul Leblon às 08:55
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Pelas incompetentes mãos que o dirigem, Corinthians caminha a passos largos para um vexame.
Segue nosso querido Corinthians sob as ordens de um bando de incompetentes. Diretoria de "jejunos", técnico medíocre, assessores de diretoria e comissão técnica, em sua maioria muito fracos. Isentos, é óbvio, os profissionais de departamento Médico, Fisiátrico, Fisiológico e demais. Se a imprensa reune grande quantidade de "antis", nossa torcida deixa-se iludir por qualquer promessa vã.Voltamos aos tempos dos descobrimentos quando eramos iludidos por espelhinhos. Qualquer pessoa de bom senso, e Corinthiano é claro, percebe que o Corinthians está atravessando momento de dificuldades financeiras, é evidente, complicada por incapacidade dos responsáveis pela direção.Que time que tenha algum dinheiro em mãos e um técnico decente, com um gerente que não fique apenas dizendo amém a tudo e a todos, contrataria no mesmo ano Gilsinho, Elton, Felipe, Vitor Junior, Willian Aarão ? Que técnico que esteja preocupado com o time e não com seu emprego , se submete a esse tipo de "conchavo"? Que gerente de futebol que se preze aceita concordar com essa farça ? O pior é que a coisa não é recente, já temos outros descartes de outras equipes como Willian ,Ramon, Welder, Bill, Alex, Danilo todos vivendo e ganhando muito bem , com salários em dia e outras mordomias sem sequer justificarem os investimentos feitos e a confiança depositada neles. Mas a fiel insiste em que devemos acreditar e apoiar. Doce ilusão. É preciso ficar claro que o decantado "plantel" é muito pouco capaz, que um título não esconde as mazelas da direção , da comissão técnica ou dos atletas.
A cobrança e a clara manifestação de descontentamento pode provocar alguma mudança, mas somente a médio ou longo prazo.
A cobrança e a clara manifestação de descontentamento pode provocar alguma mudança, mas somente a médio ou longo prazo.
Nossa crise é de Justiça e não política!
Pinoquiolândia. Mendes tenta atingir Lula e Jobim vira testemunha-chave
O ministro Gilmar Mendes já foi pego na mentira. Isto quando sustentou o “grampeamento” de conversas telefônicas com o senador Demóstenes Torres, seu grande amigo. Para a Polícia Federal, por meio de perícias, não houve interceptações e gravações de conversas. Na perícia realizada não atuaram os célebres peritos Ricardo Molina nem Badan Palhares.
À época, Gilmar Mendes, que estava na presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), saiu atirando pela mídia. Disse que chamaria o presidente Lula às falas. Por suspeitar da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Gilmar Mendes exigiu a saída imediata do seu diretor-geral, que era o íntegro delegado Paulo Lacerda, de relevantes serviços ao país, em especial quando dirigiu a Polícia Federal. A propósito, Lula, vergonhosamente, entregou a cabeça de Lacerda e ofereceu um exílio na embaixada do Brasil em Lisboa.
Para dar sustentação à afirmação de Gilmar Mendes, entraram em cena (1) Demóstenes Torres, que confirmou o diálogo com Gilmar Mendes e o teor de uma gravação transcrita pela revistaVeja, e (2) Nelson Jobim, aquele que confessou, em livro laudatório e promocional, ter colocado na Constituição da República artigos desconhecidos e não aprovados por seus pares (deputados) constituintes. Sobre isso, colocou, quando o escândalo veio a furo, a culpa em Ulysses Guimarães, que, por estar morto, não poderia responder. Atenção: no livro laudatório, Jobim não mencionou Ulysses Guimarães e o escândalo foi revelado porque, pasmem !!!, algum ingênuo entendeu em ler o escrito por Jobim.
Segundo Jobim, então ministro da Defesa e para apoiar Gilmar Mendes, as Forças Armadas tinham emprestado um aparelho, cujas especificações mostrou aos jornalistas, para “grampeamentos telefônicos” à Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
As Forças Armadas desmentiram o ministro Jobim ao revelar que não houve o empréstimo e que Jobim havia apresentado, quanto ao equipamento que teria sido emprestado, catálogos de empresas vendedoras de equipamentos de segurança. Catálogos que eram distribuídos em lojas de shopping center.
Como se percebe, a dupla Mendes-Jobim seria qualificada, numa Comissão Apuratória e pelos antecedentes mendazes com trânsito em julgado, como suspeita de não falar a verdade.
Com efeito, Mendes, agora, sustenta ter encontrado Lula no escritório de advocacia de Nelson Jobim.
Como dizia Carl Gustav Jung, mestre da psicanálise, coincidências não existem. Sobre isso, Jobim afirmou que o encontro no seu escritório de advocacia foi uma coincidência, pois foi visitado por Lula quando Gilmar Mendes estava por lá.
Lula aparecer de surpresa no escritório de Jobim não dá para acreditar. E o que fazia um ministro do STF num escritório de advocacia?
Para Mendes, o ex-presidente Lula o pressionou para adiar o julgamento do Mensalão e insinuou saber da sua presença em Berlim na companhia de Demóstenes Torres. Não bastasse a insinuação, Lula teria assegurado que tal fato não seria apurado, pelo seu poder de mando, pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI). Em outras palavras, não entraria na apuração a suspeita de encontro em Berlim sob patrocínio financeiro de Carlinhos Cachoeira.
Jobim diz à revista Veja que não ouviu essa parte da conversa. Talvez (imagina este colunista depois de conversas com a sua caneta-falante) tenha Jobim desligado o seu invisível aparelho de surdez ou ingressado no banheiro. Ou, talvez, esteja Jobim reservando-se para uma eventual convocação, como testemunha, à CPMI ou a juízo. Nesse ínterim, pode até “pintar” um ministério para Jobim, apesar de já ter sido defenestrado pela presidente Dilma.
O grampo sem áudio que vitimou Paulo Lacerda e a Abin envolveu Mendes, Jobim, Demóstenes e a Veja (a revista transcreveu a conversa interceptada entre Mendes-Demóstenes, mas não exibiu o áudio). Como favorecido pelo escândalo aparecia o banqueiro Daniel Dantas, solto por liminares de Gilmar que contrariavam até súmula do STF.
Agora, a história do encontro casual (para a revista o encontro foi a pedido de Lula) e a chantagem envolvem Jobim, Mendes, a Veja e Lula. A quem interessa essa história ainda não está claro. Como pano de fundo, a Veja coloca o Mensalão. O certo é que Jobim, Mendes e Lula estiveram num mesmo escritório no mês de abril passado.
Pano rápido. Lula, que não é ingênuo e parece frequentar qualquer lugar, pode ter caído numa armadilha, com Jobim funcionando como testemunha-chave. Prefiro a conclusão da minha caneta-falante, “pelos envolvidos, e num episódio típico de bas-fond francês de quinta categoria, não existem balas perdidas” (inocentes).
Wálter Fanganiello Maierovitch
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Vai Corinthians !!!! será?
Começou o "Brasileirão". Vai ser exatamente igual aos anteriores. Pouco futebol, imprensa dizendo asneiras a granel , procura ansiosa por um novo Pelé, que nos assegure que os gastos da Copa valeram a pena e que não virá com certeza.
É difícil falar alguma coisa sobre o time dos outros porém parece que 3 ou 4 times apenas, reunem condições para chegar ao título. É voz corrente que um desses times seja o Corinthians.Tudo é possível em futebol e tratando-se de Brasil , é mesmo. Mas eu não acredito.
Quem já viu futebol, como eu vi, não pode se iludir com conversa de jornalista cujo único objetivo é vender notícia, falada, escrita ou televisada. Veêm craques que não existem, criam e destroem jogadores com a mesma desfaçatez e facilidade com que se colocam na posição de julgadores de todas as atitudes de quem joga ou apita ou de qualquer forma participe do jogo.
Voltemos ao Corinthians.
Apesar de alguns julgarem que temos um grande plantel, não temos. Apesar de agora os luminares da imprensa começarem a dizer que o Tite é um grande técnico, não é. Não posso entender como um cara que vive do, para e no futebol , possa permitir que seu time, com sua aquiescência , contrate caras como Ramon, Elton e Gilsinho, e pior prestigie-os com frequentes escalações. Tite esconde a covardia em escalar jovens oriundos das categorias de base sob o manto da responsabilidade com o futuro dos atletas. Mentira!
Ontem (20/05) tivemos o desprazer de assistir a mais um assassinato do "futebol arte". Aquilo que fez o time do Corinthians pode-se qualificar como crime. Não falo do Fluminense porque não me diz respeito.
Nossos dois laterais, juro por deus, não jogariam na várzea em outros tempos. Liedson é um "ex-jogador" em atividade , Gilsinho e Willian não conseguem fazer sequer uma jogada com um mínimo de inteligência, jogam de cabeça baixa. Enquanto o Fluminense usou e abusou do direito de escalar promessas e jovens valores, nosso técnico escalou apenas aqueles para cuja posição não tinha alternativas e deixou no banco dois jovens, boas promessas, Geovani e Matheuzinho, obrigando-nos a suportar Gilsinho e Willian.
Será que é assim que "Titenic" pretende nos levar ao Hexa? Será esse o metodo que ele pretende usar para dar experiência ao jovens? Vamos rezar e torcer.
É difícil falar alguma coisa sobre o time dos outros porém parece que 3 ou 4 times apenas, reunem condições para chegar ao título. É voz corrente que um desses times seja o Corinthians.Tudo é possível em futebol e tratando-se de Brasil , é mesmo. Mas eu não acredito.
Quem já viu futebol, como eu vi, não pode se iludir com conversa de jornalista cujo único objetivo é vender notícia, falada, escrita ou televisada. Veêm craques que não existem, criam e destroem jogadores com a mesma desfaçatez e facilidade com que se colocam na posição de julgadores de todas as atitudes de quem joga ou apita ou de qualquer forma participe do jogo.
Voltemos ao Corinthians.
Apesar de alguns julgarem que temos um grande plantel, não temos. Apesar de agora os luminares da imprensa começarem a dizer que o Tite é um grande técnico, não é. Não posso entender como um cara que vive do, para e no futebol , possa permitir que seu time, com sua aquiescência , contrate caras como Ramon, Elton e Gilsinho, e pior prestigie-os com frequentes escalações. Tite esconde a covardia em escalar jovens oriundos das categorias de base sob o manto da responsabilidade com o futuro dos atletas. Mentira!
Ontem (20/05) tivemos o desprazer de assistir a mais um assassinato do "futebol arte". Aquilo que fez o time do Corinthians pode-se qualificar como crime. Não falo do Fluminense porque não me diz respeito.
Nossos dois laterais, juro por deus, não jogariam na várzea em outros tempos. Liedson é um "ex-jogador" em atividade , Gilsinho e Willian não conseguem fazer sequer uma jogada com um mínimo de inteligência, jogam de cabeça baixa. Enquanto o Fluminense usou e abusou do direito de escalar promessas e jovens valores, nosso técnico escalou apenas aqueles para cuja posição não tinha alternativas e deixou no banco dois jovens, boas promessas, Geovani e Matheuzinho, obrigando-nos a suportar Gilsinho e Willian.
Será que é assim que "Titenic" pretende nos levar ao Hexa? Será esse o metodo que ele pretende usar para dar experiência ao jovens? Vamos rezar e torcer.
sexta-feira, 18 de maio de 2012
do blog do Luis Nassif
Hora da freada de arrumação na CPMI de Cachoeira
Enviado por luisnassif, sex, 18/05/2012 - 10:48
Autor:
Luis Nassif
A CPMI fez bem em não convocar Policarpo Jr para depor. E a sessão de ontem deveria servir de lição para os próximos passos.
Nos últimos anos a perda de legitimidade da velha mídia – encabeçada pela Veja – se deveu à sua arrogância e absoluto desprezo pelas instituições e pelos preceitos legais. Foi isso que a levou à aliança com o crime organizado, à disseminação da intolerância, aos ataques desmedidos à reputação de quem atravessasse seu caminho. E são esses procedimentos que estão na raiz do profundo processo de descrédito que atinge a revista.
O que de pior poderia acontecer para todos os que querem uma mídia limpa seria a repetição dos mesmos métodos pela CPMI. Só faltava, a esta altura do campeonato, atitudes que possam ser utilizadas para vitimizar a revista ou legitimar seu álibi de que defende o país contra manobras autoritárias da esquerda.
Em que pese o clima passional e de acerto de contas que cerca toda CPMI, não se pode fugir das boas técnicas de investigação nem recorrer a qualquer método que possa ser utilizado para comprometer a credibilidade das investigações.
Por exemplo, há suspeitas fundadas de que a revista participava de um conluio criminoso com Carlinhos Cachoeira. Se há suspeitas, mesmo baseadas em indícios veementes, investigue-se antes. E existem todas as condições na própria análise do material a ser fornecido pela Polícia Federal – as 47 gravações de conversas diretas de Cachoeira e Policarpo e as infindáveis de Policarpo com outros membros da quadrilha.
Ouvidas as conversas, haverá um trabalho de relacioná-las com matérias da própria revista e com os ganhos diretos e indiretos das duas organizões: Cachoeira e Abril. Não há lógica em produzir um escândalo por dia, mas a necessidade de construir diligentemente todas as amarras que comprovem os procedimentos criminosos da revista.
Deve-se escutar, analisar e divulgar, sem pressa, sem arrogância. Se, de fato, mostrarem provas contundentes de envolvimento criminoso, que se convoque Policarpo e Roberto Civita. Mas sem colocar o carro antes dos bois. E por dois motivos: para impedir que o sentimento de vingança se sobreponha ao da justiça; e para ouvir Policarpo apenas quando se dispuser de elementos consistentes para um bom interrogatório.
Quando o senador Pedro Taques passa a engrossar a tal Bancada da Veja há alguma coisa de errado – e não propriamente com ele. Miro Teixeira e Álvaro Dias dependem umbilicalmente da aliança com a mídia para sua própria sobrevivência. Taques tem uma biografia impecável e é fundamentalmente um legalista.
A CPMI deveria amainar o espírito de vingança e ensinar à própria Veja como utilizar técnicas de investigação correta e consistentes, com direito ao contraditório e sem ceder ao clamor das ruas.
A punição de Veja ocorrerá seguindo todos os procedimentos legais e analisando-se seu papel com um senso de justiça que sempre faltou à ela própria. Baixe-se a fervura e que os parlamentares comportem-se com a dignidade que sempre faltou à revista
Sem comentários
E o Timão comprou até o tira-teima
Juca Kfouri
Nunca foi tão verdadeira a ideia de que temos no país um Todo Poderoso Timão.
Depois de passar, entre os anos 50 e 70, duas décadas comprando a FPF para não ser campeão estadual e, assim, fazer crescer sua legião de sofredores e maloqueiros;
depois de fazer o mesmo com a CBF entre 1971 e 1990, quando, enfim, comprou o primeiro de seus cinco títulos brasileiros, além das três Copas do Brasil, todos no apito;
depois de comprar a Fifa e a Band para ser o primeiro campeão mundial de clubes Fifa, no ano de 2000;
depois de comprar a CBF para cair para segunda divisão e voltar a sentir o gosto de sofrer, masoquistas que são os Fiéis;
e de ver a Ponte Preta pagar mais à FPF e roubar-lhe novo título estadual que já estava comprado;
Tan-tan-tan-tan, eis que o Todo Poderoso Timão chegou ao auge:
comprou o Tira-Teima da Globo para mostrar que houve impedimento no gol do Vasco, gol que o eliminaria da já adquirida Taça Libertadores.
Só mesmo abatendo-o a tiros.
Vá ser forte assim em Itaquera.
(Opa, e não é que é uma boa ideia?…).
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Só podridão
17 DE MAIO DE 2012
Ricardo Boechat, Nelson Tanure e Daniel Dantas: Os valores éticos da Globo mudaram?
![]() |
Roberto Marinho de braços dados com a ditadura militar. |
Sergio Lírio, via CartaCapital
Como se sabe, o jornal O Globo publicou um comovente editorial em defesa de Roberto Civita, dono da Editora Abril. Em matéria de delírio, o diário carioca da família Marinho só foi superado pela própria Veja de Civita, que neste fim de semana conseguiu unir em um mesmo texto aranhas, robôs e comunistas. Parecia um roteiro de terror B. Já o editorial de O Globo recorria ao surrado bordão imprensa chapa-brancaversus imprensa livre (livre de quem?) e tentava ressuscitar um animal extinto, os radicais do PT.
Em resumo: O Globo não viu nada de grave nas relações de Policarpo Jr., diretor da sucursal de Brasília de Veja, com a quadrilha de Carlinhos Cachoeira. E afirmou existir uma “campanha” contra a revista dos Civita.
Outros tempos. Em 2001, a família Marinho demitiu sem pestanejar o jornalista Ricardo Boechat por considerar impróprias suas relações com uma fonte.
Boechat era um profissional celebrado e em ascensão nas Organizações Globo. Editava no jornal uma coluna de notas políticas e econômicas de muito prestígio e fazia comentários na tevê do grupo. Grampos atribuídos ao banqueiro Daniel Dantas, que disputava o controle de duas operadoras de telefonia com os canadenses da TIW, foram publicados pela Veja (coincidência!). Em alguns deles, Boechat conversa com Paulo Marinho, assessor do empresário Nelson Tanure, representante dos canadenses na disputa contra Dantas e dono do Jornal do Brasil.
A reportagem de Veja à época descreve: “Em um dos diálogos, ocorrido em 15 de abril, Boechat conta a [Paulo] Marinho os termos da reportagem que está escrevendo para revelar manobras do Opportunity e que seria publicada no dia seguinte em O Globo. Pela conversa, fica evidente que a direção do jornal não foi informada sobre o grau de ligação do jornalista com Nelson Tanure…” E por aí vai. Neste caso, Veja, ao acusar uma trama para favorecer um dos lados de uma disputa empresarial, agiu para favorecer o outro, o de Dantas.
Pelo que se viu até agora e pelo que se comenta a respeito do que virá, as relações de Policarpo Jr. com Cachoeira são muito mais profundas do que aquelas entre Boechat e Tanure. A começar por um fato: Tanure é um empresário controverso, geralmente odiado por seus funcionários, mas não é um contraventor como Cachoeira. Desconhece-se, por exemplo, o uso de expedientes sujos (arapongas, rede de prostituição etc.) por Tanure.
Uma década atrás, O Globo enxergou um problema ético suficientemente grave para demitir seu funcionário. Hoje, defende sem um átimo de dúvida, sem aquele saudável distanciamento de quem não estava presente no exato momento dos fatos, uma empresa na qual não figura entre os acionistas. Como a família Marinho pode ter tanta certeza a respeito da lisura do comportamento de Veja sem ter conhecimento do teor completo dos telefonemas entre Policarpo Jr. e o bicheiro? Nem sobre os métodos cotidianos da editora?
Postado por BLOG LIMPINHO E CHEIROSO
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Imprensa Sórdida, a maioria.Tem excessões.
15 DE MAIO DE 2012
Lucy in the Sky: Veja, a revista lisérgica, e o robô que não era robô
![]() |
Lucy in the Sky with Diamonds: jornalismo lisérgico |
Rodrigo Vianna em seu Escrevinhador
A revista Veja, antes da curiosa parceria com o bicheiro Cachoeira, era conhecida pela criatividade. Não deixa de ser uma boa qualidade no jornalismo: textos, títulos, ilustrações criativas são sempre bem-vindos. Desde que se baseiem em fatos.
Fatos não são o forte de Veja: dólares para o PT trazidos em caixas de uísque (que ninguém nunca viu), contas no exterior de gente ligada ao lulismo (jamais encontradas, mas noticiadas como verdadeiras), queda de Hugo Chavez em 2002 (comemorada antes da hora, com uma capa vergonhosa), grampo sem áudio (hoje, graças a outros grampos com áudio do esquema Cachoeira, sabe-se por que o grampo sem áudio virou notícia na Veja)…
A lista é enorme, e não se restringe à política. A Veja é crédula. Acreditou no Boimate (o episódio, ridículo, foi estrelado por um rapaz chamado Eurípedes Alcântara, então editor de “Ciência” da revista), uma brincadeira de 1º de abril de uma agência internacional. Por conta de tanta credulidade, a revista noticiou como verdadeiro o cruzamento de boi com tomate. Genial. Tão genial que o rapaz depois viraria diretor de Redação da revista.
A Veja – é bom lembrar – acredita em recomendar remédios (milagrosos) para emagrecer, na capa. De forma irresponsável. O remédio na verdade serve para diabetes, e sumiu das prateleiras. Uma história até hoje mal explicada.
A revista mais vendida do País, com pouco apego aos fatos, tornou-se também sisuda, malcriada, irascível. O fígado dos Civita e de seus rapazes deve doer demais. Eles deveriam relaxar um pouco. Na última edição até que tentaram. Para responder às críticas avassaladoras contra a estranha parceria Abril-Cachoeira – que levaram Veja, quatro semanas seguidas, para os “TTs” no twitter – os editores decidiram atacar. Acusaram o PT (Globo e Veja são os únicos órgãos de comunicação do País, na companhia do Professor Hariovaldo, que acreditam piamente na existência dos “radicais do PT”) de comandar uma campanha orquestrada no twitter.
O malvado Rui Falcão (presidente do PT) teria chefiado tudo. Utilizando, vejam só, perfis falsos no twitter. Ou seja: os radicais lulopetistas utilizaram “robots” para atacar a revista dos homens bons da pátria. A Veja faz bem em gritar. Radicais! Mosquitos stalinistas! Formigas esquerdistas! Quem sabe esses gritos diminuam o ruído da cachoeira… Um dos “robots” lulopetistas a Veja decidiu nomear: tem o nome sugestivo de @Lucy_in_Sky_.
Pois bem. O twitteiro @página2 decidiu fazer o que Veja não gosta de fazer: checar informações. Descobriu que @Lucy_in_Sky_ existe sim! A entrevista da twitteira – que existe, contra a vontade da revista – pode ser lida aqui, no blog do Eduardo Guimarães.
O resumo de tudo isso é o seguinte: Veja dá destaque – de forma criativa – a fatos que jamais existiram. Em contrapartida, agora acusa (!?) de não existir pessoas que de fato existem!
Engraçadíssima a Veja. Deixou-se embalar pelo jornalismo lisérgico. Cachoeira já sabia: esses rapazes da marginal estão à frente de seu próprio tempo. Brigar com as redes sociais é, de fato, atitude muito inteligente!
Lucy in the sky with diamonds!
Assinar:
Postagens (Atom)