sexta-feira, 26 de julho de 2013

Uma hora a casa cai! REDE GLOBO

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Dilma suspenderá anúncios da Globo?

Por Altamiro Borges

Pela legislação em vigor no Brasil, empresas que sonegam impostos não podem receber dinheiro público. Elas praticam crime fiscal, prejudicando os investimentos na educação, saúde, transporte e outros serviços. Neste item, a publicidade oficial dos órgãos do governo e das estatais pode ser encarada como um tipo de subsídio. A TV Globo, que abocanhou mais de R$ 500 milhões em anúncios em 2012, foi denunciada pela blogosfera – a partir de Miguel do Rosário, do blog Cafezinho – por ter sonegado milhões em impostos. Até hoje, a poderosa emissora não mostrou o Darf, o comprovante do pagamento. Fica, então, a pergunta: o governo Dilma suspenderá a publicidade na Rede Globo?


Nesta semana, os jornalistas Amaury Ribeiro Jr., autor do best-seller “A privataria tucana”, e Rodrigo Lopes garantiram no jornal mineiro “Hoje em Dia” que o império global ainda não saldou sua dívida com a Receita Federal e deram um furo jornalístico: “A Globopar, empresa ligada à TV Globo, está com parte das suas contas bancárias e bens bloqueados, devido a uma dívida ativa de R$ 178 milhões com o Tesouro Nacional. De acordo com documentos conseguidos pelo Hoje em Dia na Justiça Federal do Rio de Janeiro, a dívida inscrita no cadastro de inadimplentes foi originada por várias sonegações de impostos federais”.

Ainda segundo os jornalistas, “por solicitação da Procuradoria da Fazenda Nacional do Rio de Janeiro, as contas bancárias da Infoglobo e a da empresa Globo LTDA também chegaram a ser bloqueadas. Mas os irmãos Marinho – Roberto Irineu, José Roberto e João Roberto – conseguiram autorização da Justiça para liberar o bens dessas duas últimas empresas no mês passado, na 26ª Vara da Justiça Federal do Rio de Janeiro... A dívida da Globopar, no entanto, já está inscrita no cadastro de inadimplentes do Tesouro Nacional, em fase de execução. Na semana passada, a Globo conseguiu adiar a entrega de seu patrimônio ao tesouro até que o processo transite em julgado”.

O jornal “Hoje em Dia” também teve acesso ao processo que apurou o sumiço do inquérito de sonegação das Organizações Globo na compra dos direitos da transmissão da Copa de 2002. “Um documento enviado pela Receita à Justiça em 2010 comprova, ao contrário do que a emissora divulgou, que a dívida de R$ 600 milhões nunca foi paga. A papelada comprova ainda que o Ministério Público Federal ao ser avisado sobre operações de lavagem de dinheiro entre a Globo e a Fifa nas Ilhas Virgens Britânicas prevaricou muito... Um inquérito criminal contra os irmãos Marinho chegou a ser instaurado, mas também sumiu das dependências da Receita Federal”.

Por último, a reportagem de Amaury Ribeiro Jr. e Rodrigo Lopes informa que “nos últimos dois anos, a empresa foi notificada 776 vezes pela Receita Federal por sonegação fiscal... A maior parte dessas autuações envolve a apreensão de equipamentos, sem o recolhimento de impostos, no aeroporto do Galeão, no Rio De Janeiro. Para um bom entendedor a Globopar é uma empresa contumaz na prática do descaminho”. Diante destes fatos escabrosos, os dois jornalistas ironizam: “O ministério da Comunicação do governo Dilma Rousseff e os demais governantes desatentos liberaram verba para empresa inadimplente com a União, o que constitui ato de improbidade administrativa”.

Novamente a pergunta que não quer calar: a presidenta Dilma Rousseff continuará autorizando os bilionários anúncios publicitários numa empresa que sonega impostos e que já foi notificada 776 pela Receita Federal? Os senadores e deputados não cobrarão uma resposta do governo? Os manifestantes que ocupam as ruas nas últimas semanas não exigirão o fim deste incentivo à sonegação fiscal e à corrução? A mídia “privada” continuará com seu pacto mafioso de silêncio? Tantas perguntas e tão poucas respostas!

terça-feira, 23 de julho de 2013

Retirado do blog " Espirito Corinthiano"

Serra e Kassab: o vandalismo público do século XXI

Durante a última década tivemos a sensível piora no serviço de transporte público metropolitano. Aqui refiro a região metropolitana da cidade de São Paulo (RMSP), embora seja sabido que não é exclusivo dela.
 
Foi um período da história recente Brasileira que alguns indicadores socioeconômicos apresentaram forte variação positiva, como aumento da atividade econômica, elevação real do nível de renda, queda no desemprego, o que naturalmente refletiu na maior demanda por produtos e serviços, como o transporte.

Como veremos neste breve estudo a inoperância dos que deveriam ser gestores da “coisa pública” refletiu em uma piora considerável na mobilidade urbana de quem vive na cidade de São Paulo, tendo reflexo imediato na piora da qualidade de vida.
 
 
Conjuntura e reflexo nos padrões de consumo

O Brasil experimentou na primeira década do século XXI, especialmente a partir da segunda metade, um período de incorporação ao mercado consumidor de uma população que tradicionalmente subsistia. Esse efeito multiplicador a partir do consumo estimulado por rendas mínimas pôde ser sentido, em maior ou menor grau, por todo o País. Na cidade de São Paulo não foi diferente, como vemos no gráfico a seguir:


No período que compreende o final da gestão Marta Suplicy e as gestões da dupla Serra / Kassab o PIB Brasileiro teve crescimento médio anual de 3,74%. A renda média real (já descontando efeitos inflacionários) evoluiu 11%. A população economicamente ativa cresceu 9,4%, incorporando na cidade de São Paulo 939.000 trabalhadores a esta situação, como demonstrado no gráfico1:



O aumento do poder de compra alterou o padrão de consumo o que proporcionou que antigas necessidades reprimidas fossem aos poucos satisfeitas, como, entre outros bens, imóveis e automóveis.

No caso de São Paulo, mais do que status um automóvel na maior parte dos casos é necessidade frente a um cada vez mais precário transporte coletivo público.

No gráfico abaixo observamos a chocante evolução da frota total de veículos na cidade, e sua proporção frente ao aumento populacional:


No período a cidade “ganhou” 4.264.557 veículos, entre carros, ônibus particulares, caminhões, reboques, micro-ônibus, caminhonetas e motocicletas, um aumento de 65% sobre a frota de 2004 2. A relação habitantes por veículos caiu expressivos 35%. Ao final da gestão Kassab eram 1,84 habitantes por veículo na cidade.

Naturalmente este choque positivo de demanda, associado a: (1) estabilidade econômica, (2) crescente geração de emprego, (3) liquidez monetária (oferta de crédito) tiveram efeito sobre os preços totais do custo de vida na cidade.

Desde 2009 fala-se de obras como a "Nova Marginal". Ainda não está entregue totalmente. Não refletiu positivamente no trãnsito, apesar das crescentes proibições, como a não circulação de caminhões na cidade das 05 às 21 horas, de segunda a sexta, e das 10 às 14 horas aos sábados. Foi orçada inicialmente em R$ 800 milhões. O custo já está em R$ 1,86 bilhão 6, sem escandalizar os meios de comunicação. Nada anormal em se tratando de PSDB, o maior clientes entre os assinantes de jornal e revistas conservadores, através do aparelhamento de suas secretarias 7.

Observando estas transformações no nível nacional e seus reflexos no metabolismo da vida urbana, você, leitor, o que acha que o poder público fez no período que compreende as gestões Serra (PSDB) e Kassab (PSD):

    1) Criou mecanismos que elevasse a oferta de transporte, criando corredores de ônibus, elevando sua velocidade média e melhorando sua ocupação, propiciando mais conforto?

    2) Incentivou o uso do transporte coletivo, reduzindo tarifas uma vez que uma enxurrada de carros nas ruas pioram tanto a qualidade de vida, do ar, o aquecimento da metrópole e cidade perde bilhões de R$ com o trânsito (R$ 40 bilhões em 2012) 3?

  3) Elevou a quantidade de ônibus, uma vez que o aumento expressivo da população economicamente ativa demanda maior utilização de produtos e serviços?

    4) Fez o contrário: aumentou a tarifa acima da inflação da cidade e diminuiu a quantidade de ônibus, transformando os coletivos que restaram em verdadeiras “latas de sardinha”?

Se você, pessimista, respondeu como verdadeiro o INCRÍVEL item 4, você acertou, desgraçadamente.


Punindo o usuário de ônibus

Serra e Kassab, juntos e misturados, elevaram a tarifa do ônibus em 76,47% em sua gestão, num período em que a inflação na cidade foi de 45,66% e a inflação dos transportes, 50,64%.

Serra a Kassab aumentaram as tarifas de ônibus 67% acima da inflação medida pela FIPE.

Assumiram com a tarifa em R$ 1,70. Elevaram para R$ 2,00 em 05/03/2005, para R$ 2,30 em 30/11/2006, para R$ 2,70 em 04/01/2010 e finalmente para R$ 3,00 em 05/01/2011.



Pior que o desincentivo pelo aumento das tarifas foi ver o número de passageiros crescer ao longo dos anos e, na sua tradicional inoperância, ao invés de oferecer reforço a um sistema que passa a atender uma quantidade cada vez maior de pessoas, reduz o sistema, como vemos no gráfico4:



Em 2004 o número de usuários do sistema de ônibus foi de 1.600.000.000. Em 2012, ano em que Kassab deixou a prefeitura com reprovação de 8 em cada 10 paulistanos, o número de usuários foi de 2.600.000.000. Isso mesmo: o número de passageiros cresceu 81% nestes 8 anos.

Paradoxalmente o número de ônibus que era de 14.100 (quatorze mil e cem) em 2004 fechou 2012 com 13.900 (treze mil e novecentos) ônibus.

Charada: o que significa mais pessoas em menos ônibus com uma tarifa 67% acima da inflação? É VANDALISMO POLÍTICO OU NÃO É?

Isso faz parte da lógica do capitalismo: a maximização (até a exaustão) dos lucros. Os trabalhadores pagam o preço monetária e desconfortavelmente.


Como transformar o sistema de ônibus em “Latas de Sardinha”?

Em 2004, cada ônibus transportou uma média diária de 364 passageiros. Dividindo pelo limite de passageiro previsto em lei, que era na época 65 passageiros, pelo tempo médio de duração de cada viagem (01:24, uma hora e vinte quatro minutos)5 tínhamos que cada ônibus poderia ficar sete horas lotado circulando pela cidade, do total de horas que ele circularia.

Em 2012, mesmo com a alteração na lei que rege o limite de passageiros nos ônibus comuns, passando de 65 para 75 o limite de passageiros, cada ônibus pode ficar circulando lotado por mais de onze horas, um aumento de 60% no índice “Lata de Sardinha”, reduzindo drasticamente a possibilidade de um cidadão encontrar um ônibus que não esteja lotado, com tarifa majorada acima da inflação, extrapolando os lucros dos donos do sistema de transporte.



A mesma lei previa uma lotação máxima de 5 passageiros por metro quadrado foi alterada para 8 passageiros pela mesma metragem, legalizando o aumento do Índice “Lata de Sardinha”.




Haddad herdou dos vândalos do sistema de transporte um grande desafio, uma bucha das brabas! Tinha duas saídas:
 
          ( ) Denunciava nas bases esta situação calamitosa e buscava apoio massivo da população para mudar radicalmente esta situação, ou;
 
              ( ) Sentava com o companheiro Alckmin e juntos combinavam um aumento casado das tarifas, com apenas 150 dias de governo.

O que Haddad inicialmente preferiu?


Não é por R$ 0,20!

Este trabalho ajuda a evidenciar o porquê da gota d’água ter extrapolado a paciência de toda população paulistana quando o assunto é também ônibus! "Não é por R$ 0,20!!!"

Este trabalho também denuncia a forma nefasta com que foi conduzida a política de transportes pela dupla Serra e Kassab ao longo dos anos 2005 e 2012, punindo milhões de trabalhadores com precarização do sistema e aumento expressivo das tarifas.

Pela revogação do aumento das tarifas!

Em busca da tarifa zero!

ps. Nas últimas palavras deste texto foi anunciada a revogação do aumento das tarifas, que haviam sido anunciadas há duas semanas.

A Luta mudou a Vida. Mais uma vez. Porém há muito a ser corrigido.

. . .

"Vândalo é chamado quem destrói ou depreda bens públicos pelo único prazer da destruição ou aqueles que cometem ações selvagens e desalmadas. A acepção atual de vândalo no sentido de depredador provem do adjetivo francês ‘vandalisme’, cunhado em 1794 pelo bispo republicano Grégoire, para criticar os depredadores de tesouros religiosos".

É isso.......................

27 títulos

CEM anos da entrada na liga Paulista e do Clássico mais antigo.

QUINTA-FEIRA, 18 DE JULHO DE 2013

Centésima borboleta

A hora é de comemorar. Este grupo comandado pelo Sr. Adenor mostrou serviço e conquistou mais uma taça. Os Ancestrais não fizeram tanto esforço: a Tradição por si só caminhou, viu e venceu.

A sempre preferencial freguesia do Corinthians tirou passaporte!
Essa Tradição acompanha o Futebol em qualquer cancha do Universo. Desde 1910.

PARABÉNS, FIEL TORCIDA!
AQUI É CORINTHIANS!!!

VIVA O CORINTHIANS

NOSSO DE CADA DIA!!!

SEGUNDA-FEIRA, 20 DE MAIO DE 2013

1913, 2013

Faz cem anos e vinte dias que o Timão, cognominado "Galo Brigador das Várzeas", quebrou a barreira classista imposta no Futebol, ingressando na Liga Paulista. Neste dia a anticorintiania débil mental desabrochou nos coraçõezinhos ocos, enquanto observavam aquela Paixão, aquele Ideal, tomar Força e fincar raízes firmes no lodaçal da mesquinharia que sempre foi esse cenário futebolístico e desportivo.
Naquele momento o Corinthians era um 'entrão', um 'bicão', um "estraga-prazeres" - e sempre que conquistou qualquer coisa em sua História foi tido desta forma por quem não comunga desta Fé Corinthianista.
Por isso podemos dizer que, além daquele torneio de ingresso na Liga ter sido a primeira conquista, foi também a que mais doeu na carcaça da anticorintianada. E São Jorge escreve tão certo que no aniversário de Um Século desta que é aFormadora Conquista, o Corinthians se sagrou campeão do Paulistão. E essa escrita é tão grandiosa que não adianta explicar; seria como querer narrar uma epopéia, explicar a ópera, chover no molhado. Só quem é sabe o que é. Quem não é fica com o ranço que impingiu a si mesmo, de bobeira. Azar de quem não é.
Cem anos depois, o Galo Brigador segue fazendo História. 1913, 2013.
AOS HERÓIS DE 1913!!!
E se quisermos esmiuçar essa História, devemos lembrar que o chamado "clássico" paulista mais antigo também está completando um século. E foi contra a madame da Baixada que essa História foi escrita neste domingo. Logo ela, que há cem anos ingressava por favores na Liga - sem ter de passar por armadilhas como passou o Time do PovoSão Jorgeescreve sempre certo.
Obrigado, Corinthians, por nos escolher. A própria vida, por ti, é o mínimo que lhe dispomos.
Parabéns, FIEL TORCIDA!!!

SARAVÁ SÃO JORGE

VIVA O CORINTHIANS
NOSSO DE CADA DIA!!!

quinta-feira, 18 de julho de 2013

REDE GLOBO


TV Globo: Só falta o cadáver

Depois que o blogue 'O Cafezinho' revelou a sonegação milionária de estimados R$ 615 milhões da Globo à Receita Federal, e do sumiço do mesmo processo na instituição, só mesmo a blogosfera para devorar essa macarronada pelas barbas, como dizia Leonel Brizola a propósito de outros cardápios igualmente quentes e, como agora, mantidos no freezer do silêncio midiático dos grandes veículos. Por Saul Leblon


O blogue 'O Cafezinho' revelou a sonegação milionária de estimados R$ 615 milhões da Globo à Receita Federal, e agora promete novas denúncias bombásticas de operações de braços da empresa em paraísos fiscais.

O caso ganha uma plasticidade cada vez mais semelhante à de um prato de espaguete: puxa-se um fio, depois outro, e outro, e outro... 

Puxa-se, modo de dizer: é a blogosfera que está devorando essa macarronada pelas berbas, como dizia Leonel Brizola, a propósito de outros cardápios igualmente quentes e, como agora, mantidos no freezer do silêncio midiático dos grandes veículos.

O processo contra a emissora rainha do oligopólio audiovisual brasileiro, trazido a público pelo blogue, obrigou prepostos da família Marinho, progressivamente, como no emaranhado de fios do espaguete, a admitirem uma a uma as evidências e pendências escancaradas, depois de tê-las negado cinicamente.

A palavra da Globo foi perdendo preço no mercado da credibilidade, e a do modesto ‘O Cafezinho’ ganhando agudos de tenores de Milão.

O auge, por enquanto, pelo que promete ‘O Cafezinho’, foi o sumiço do processo contra a emissora na Receita Federal. Abdução, cuja pista inicial veio do esforço de reportagem de outro blogueiro, o jornalista ex-Globo Rodrigo Vianna. 

Na verdade, a documentação foi roubada por uma funcionária que, de férias, compareceu ao prédio da Receita, no Rio, tendo sido filmada e identificada com a mão na botija, recolhendo a polêmica documentação em uma sacola.

A Globo manifestou surpresa com o episódio, embora fosse a principal beneficiada pelo assalto.

A funcionária flagrada em plena ação deve se precaver. Na trama dos filmes de corporações, prevalece o vale-tudo em defesa dos cofres e da reputação; a sequência, a partir do ponto que se chegou, é conhecida. Ela é o elo vivo entre o roubo e os seus autores intelectuais.

Em linguagem policial, o seu nome já é ‘arquivo’.

Leia, a seguir, a inteligente síntese desse enredo inconcluso feita por outro blogue combativo, ‘O Tijolaço’:

’A mecânica de um crime imperfeito’

A nota divulgada pela Rede Globo dá os elementos necessários para que se examine o porquê de a funcionária Cristina Maris Meirick Ribeiro ter “providenciado” o sumiço do processo de sonegação fiscal.

Fatos e datas, para ajudar nossas inocentes autoridades a construir o “modus faciendi” de um escândalo fiscal.

1- A Globo é autuada em 16 de outubro de 2006 por sonegação de impostos devidos pela compra dos direitos de transmissão da Copa de 2002. Total da autuação: R$ 615 milhões.

2- No dia 7 de novembro, José Américo Buentes, advogado da Globo, passa recibo de que recebeu cópia da autuação.

3 – No dia 29 deste mesmo mês, a Globo apresentou uma alentada defesa, de 53 páginas, pedindo a nulidade da autuação.

4- No dia 21/12/06, a defesa da Globo foi rejeitada pelos auditores.

5- No dia 29/12/2006, o processo é remetido da Delegac ia de Julgamento I, onde havia sido examinado, para o setor de Sistematização da Informação, de onde são expedidas as notificações. Uma sexta-feira, anote.

6-Sábado, 30; Domingo, 31; Segunda, 1° de janeiro, feriado. Dia 2, primeiro dia útil depois da remessa do processo ao setor, a servidora Cristina Maris Meirick Ribeiro, que estava de férias, vai à repartição, pega o processo, enfia numa sacola e o leva embora.

7- Até o simpático Inspetor Clouseau concluiria, portanto, que ela foi mandada lá com este fim. Estava só esperando chegar lá o processo. Chegou, sumiu.

8- Não é preciso ser um gênio para saber a quem interessava que o processo sumisse antes da notificação, para que não se abrisse o prazo de decadência do direito de recorrer e conservar a regularidade fiscal.

9- A Globo diz que foi informada, “para sua grande surpresa”, do extravio do processo “alguns dias depois da sessão de julgamento”. Como? Por quem? A globo já tinha conhecimento da decisão? Se tinha, o prazo recursal já estava aberto.

São essas as humildes contribuições deste blogueiro ao Ministério Público Federal, que deixou passar essa sequência de acontecimentos debaixo do seu nariz e, em lugar de iniciar um procedimento investigatório, se diz consternado com uma suposta violação do “sigilo fiscal”.

Uma tramoia destas envolvendo o Fisco e uma montanha de dinheiro que deveria estar nos cofres públicos é coisa desimportante.

Por: Fernando Brito

Mídia -assunto interminável

Samuel Pinheiro Guimarães: “democratização da mídia é prioritária para a defesa da soberania”

O embaixador e ex-ministro alerta para riscos decorrentes do atual controle dos meios de comunicação pelas classes hegemônicas mundiais e aponta como saídas a reavaliação de critérios e a desconcentração de recursos. Por Leonardo Wexell Severo.

“O controle dos meios de comunicação é essencial para o domínio da classe hegemônica mundial. Como esses meios são formuladores ideológicos, servem para a elaboração de conceitos, para levar sua posição e visão de mundo. Daí a razão da democratização da mídia ser uma questão prioritária”, afirmou o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães no debate 'O Brasil frente aos grandes desafios mundiais', realizado nesta terça-feira na Universidade Federal do ABC.

Ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (2009-2010) e secretário geral do Itamaraty (2003-2009) no governo do presidente Lula, o embaixador defendeu a campanha do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) por um novo marco regulatório para o setor. Segundo ele, uma relevante contribuição à democracia e à própria soberania nacional, diante da intensa disputa política e ideológica numa “economia profundamente penetrada pelo capital internacional”.

Entre as iniciativas para garantir o surgimento e estabelecimento de novas mídias, apontou, está a “distribuição das verbas publicitárias do governo”, desconcentrando os recursos públicos e repartindo de forma justa e plural. “O critério de audiência que vem sendo utilizado privilegia o monopólio e o oligopólio”, sublinhou.

O embaixador também condenou o fato de que um mesmo grupo possa deter emissoras de rádio e televisão, jornais e revistas – a chamada propriedade cruzada. Samuel lembrou que, quando estados como a Argentina, o Equador e a Venezuela aprovam leis para democratizar a comunicação, a mídia responde com uma campanha extraordinária, como se isso fosse censura à imprensa. Segundo ele, "essa concentração acaba concedendo um poder completamente desmedido para alguns poucos divulgarem as suas opiniões como verdade absoluta".

Manipulação

Em função dos interesses da classe dominante, alertou o embaixador, a mídia hegemônica pode, sem qualquer conexão com a realidade, “demonstrar que um regime político da maioria é uma ditadura e realizar campanhas sistemáticas que permitam uma intervenção externa, com o argumento que determinado governo oprime os direitos humanos”.

Uma vez criado o caldo de cultura, soma-se à campanha de difamação e manipulação das consciências a intervenção militar, como aconteceu contra o governo de Muammar al-Gaddafi. “Na Líbia houve a derrubada de um governo que lhes era contrário, não foi ação defensiva dos direitos humanos em hipótese nenhuma”, frisou. Na avaliação de Samuel, os Estados Unidos têm um projeto muito claro de manter o seu controle militar e informativo, que utilizam de forma alternada e complementar. “Contra os governos que contrariam frontalmente os seus interesses, os EUA têm uma política declarada de ‘mudança de regime’. Para isso, sem grandes embaraços, qualquer movimento pode ser instrumentalizado”, assinalou.

Entre os muitos exemplos de manipulação citados pelo embaixador está o “esforço da política neoliberal para reduzir direitos”, utilizando-se da campanha pelo "aumento da competitividade”. ”O receituário que defendem", disse Samuel, "é o de reduzir programas sociais, controle orçamentário e reduzir os benefícios da legislação trabalhista. Para isso disseminam ideias como a de que as empresas nacionais não são produtivas”.

Também condenando a manipulação da informação e o papel desempenhado por setores da mídia, o professor Paulo Fagundes Vizentini, coordenador do Núcleo de Estratégia e Relações Internacionais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, considerou inadmissível que “os mesmos que bombardeiam e ocupam militarmente países soberanos venham agora dar lições de direitos humanos”.

“Antes era feio não ter opinião, hoje é ideológico, o que mais se parece com fisiológico”, disse Vizentini, defendendo a afirmação do interesse público e da soberania nacional, e combatendo “os que querem que o país fique na segunda divisão, desde que sejam o capitão do time”.

O professor sublinhou o papel estratégico e singular proporcionado pela descoberta do pré-sal, tanto do ponto de vista energético como geopolítico, e alertou para a necessidade de que o Brasil tenha os elementos de dissuasão para impedir que esse imenso patrimônio venha a ser apropriado militarmente pelos estrangeiros. “Para isso temos de enfrentar os espíritos fracos e colonizados. O colonialismo é o mais difícil de combater, porque está dentro da nossa cabeça”, frisou.

Para o secretário de Relações Internacionais do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, Pedro Bocca, o fortalecimento dos espaços de mídia dos movimentos sociais, como a TeleSur, a Alba TV e a TVT, com sua divulgação em canal aberto, são atualmenee necessários. "O investimento do governo é essencial para combater a desinformação e garantir a efetiva democratização da comunicação e do país", concluiu.