domingo, 11 de janeiro de 2015

A ERA DA ESTUPIDEZ.........do 247

Laurez  Cerqueira
LAUREZ CERQUEIRA
Um jornal que, para vender, ignora todos os limites, agride a crença alheia, ridiculariza, e uma religião intolerante, que é capaz de matar em nome de Deus. Os dois são frutos medievais
O medievalismo expresso no fanatismo religioso é a maior ameaça à democracia.
Não é de hoje que a sociedade é regida por códigos empresariais e religiosos, verdadeiras prisões, mas nos últimos tempos isso ganhou força e está levado grupos ao extremismo e à intolerância.
Tudo isso cresce no vácuo das deficiências da educação, que não consegue se firmar como esteio da democracia e da República.
A faixa por onde transitam os libertários, os democratas e toda gente laica está cada vez mais estreita.
A angústia existencial, turbinada na aceleração da crise do capitalismo, tem causado um aumento vertiginoso das doenças sociais. A busca por abrigo em religiões para amenizar o sofrimento avança e as religiões ganham poderes transnacionais.
Sob forte moral, pessoas são dominadas, aniquiladas, manipuladas, extorquidas.
Por outro lado, os laboratórios e a medicina, com seus manuais, medicam pessoas como nunca antes. A cada dia surgem novos rótulos de doenças psiquiátricas e novos remédios.
O que mais cresce no mundo são as igrejas e as farmácias.
A padronização do comportamento está sendo fixada também por medicamentos.
Nos EUA, os laboratórios das forças armadas desenvolveram um medicamento que tira completamente o sono dos soldados, para uso em frentes de batalha, sem prejudicar em nada a atenção.
Em breve esse medicamento estará no mercado para ser usado na escravização voluntária. Ou seja, as empresas vão querer pessoas que não dormem, para produzirem mais e com mais atenção.
As maquinetas eletrônicas como computadores, celulares, transformam gente em peças dessas máquinas, assim como as máquinas das indústrias transformam os operários também em peças.
Hiper-estimulam e imprimem um ritmo alucinante na população acelerando tudo. (Sou usuário e uso bem as maquinetas, mas com moderação).
A hiperatividade tornou-se um valor no mercado. As empresas querem hiperativos, eles produzem mais. As igrejas oferecem o amparo no desespero.
As redes sociais estão retribalizando as pessoas, criando nichos de verdades absolutas e grupos que se retroalimentam completamente separados uns dos outros, criando uma espécie de estratificação horizontal.
Talvez Mac Luhan estivesse certo quando disse que a "Aldeia Global", formada pela expansão dos meios de comunicação, distancia as pessoas, separa as pessoas.
As religiões, por sua vez, separam mais ainda as pessoas porque cada uma prega suas verdades absolutas.
Enquanto a concepção de Deus estiver ocupando todo o espaço do absoluto do ser humano haverá violência, intolerância.
As religiões, na sua grande maioria, são as mães dos conflitos, das guerras, por serem construídas sobre pilares morais de dominação, de alienação, por princípios medievais, por culturas de intolerância que ameaçam a democracia e todos os valores libertários.
Quem une a humanidade é a arte. Se o espaço do absoluto estivesse ocupado pela arte, pela criação, a humanidade certamente seria outra, como nos mostra o filósofo esloveno Slavoj Zizek. Mas a arte não pode também ser usada para insultar, para hostilizar, humilhar quem quer que seja. A arte é para libertar.
Não podemos esquecer que a liberdade de expressão tem os contornos da democracia.
Com a sociedade cada vez mais regida por códigos religiosos e empresariais, a violência pedala as estatísticas.
O atentado em Paris tem esse componente. Um jornal que, para vender, ignora todos os limites, agride a crença alheia, ridiculariza, e uma religião intolerante, que é capaz de matar em nome de Deus. Os dois são frutos medievais.
Precisamos aprofundar esse debate. Há muito mais coisa envolvida nessa barbárie. Enfim, democracia, liberdade e respeito ajudam a criar uma sociedade civilizada, que trabalhe menos, e laica.

sábado, 10 de janeiro de 2015

Noite dos mascarados - Chico Buarque, Nara Leão e MPB-4

Atentado contra a extrema-esquerda na França

Reprodução
Entender o atentado de 7 de janeiro contra o Charlie Hebdo, um dos mais graves já ocorridos na França, apenas como um ataque à liberdade de expressão é uma meia verdade e envolve um grande risco político de interpretação
08/01/2015
Por João Alexandre Peschanski,
Charlie Hebdo, cuja redação foi alvo de um atentado terrorista em 7 de janeiro de 2015, é um veículo de comunicação de extrema-esquerda. A origem política e artística dos principais nomes do veículo remonta aos anos 1960 na França. É a essa geração original que pertenciam Cabu e Wolinski, que estão entre as doze vítimas confirmadas até o momento em que escrevo este texto, com vários feridos ainda em estado grave. A marca inicial soixante-huitarde – dos participantes dos protestos de 1968 – está impregnada em toda a trajetória do semanário satírico.
O diretor de redação do Charlie Hebdo, Charb, também assassinado no ataque, era parte de uma nova geração de artistas e jornalistas, diretamente herdeira do grupo original. Três décadas mais jovem que Cabu e Wolinski, era ele quem orientava a linha política e editorial do semanário desde 2009. Segundo o jornal francês Libération, foi ele o principal alvo dos terroristas.
Charb é especialmente conhecido por seu engajamento com bandeiras progressistas na França. Atuou diretamente em campanhas do Partido Comunista Francês e da Frente de Esquerda. Preparou o material de divulgação de mobilizações contra o racismo e a guerra. Uma de suas tiras mais conhecidas, Maurice et Patapon, reúne um cão (Maurice) anarquista, bissexual, pacifista e extrovertido, e um gato (Patapon) fascista, assexuado, violento e perverso. Essa obra, de traços simples, se preocupa principalmente em revelar as tensões muitas vezes escatológicas entre as personagens – o cão como aquilo que sonhamos ser e o gato como nos pressionam a ser, diz Charb em entrevista. O nome da tira remete a um dos símbolos do colaboracionismo francês com o nazismo, Maurice Papon, responsável direto pela morte de milhares de judeus durante a Segunda Guerra Mundial. No trabalho de Charb, o alvo era muitas vezes a extrema-direita crescente na Europa, especialmente o Front National (Frente Nacional), da família Le Pen. O ex-presidente Nicolas Sarkozy foi também objeto frequente dos desenhos de Charb, a quem dedicou vários livros de ilustrações.
No Brasil, o trabalho de Charb ficou especialmente conhecido pelas ilustrações que acompanham o livroMarx, manual de instruções, de Daniel Bensaïd, lançado em 2013. Aí, apresenta caricaturas sobre o mundo do trabalho, a vida de Marx, os dilemas da esquerda. Há uma charge especialmente marcante, um “aviso” intitulado “Nem todos os barbudos são Marx”, onde retrata o encontro de Marx com um islâmico radical. A mensagem que fica é: não basta a esquerda revolucionária e os extremistas religiosos terem inimigos em comum para estarem na mesma luta. Aliás, Charb não poupava sátiras a todas as religiões.
A partir de 2006, quando Charlie Hebdo ficou mundialmente conhecido por republicar charges cômicas retratando Maomé e ser alvo de críticas e ataques de grupos islâmicos fundamentalistas, Charb adotou como tema central de seu trabalho o Islã. Anticlerical, dizia: “É preciso que o Islã esteja tão banalizado quanto o catolicismo” – e a guerra e o capitalismo, poderia sem dúvida ter acrescentado. Quando Charb assumiu a direção do semanário, a satirização do Islã tornou-se tão importante na linha editorial quanto a ridicularização do fascismo e das perversões do capitalismo, rendendo várias primeiras-páginas doCharlie Hebdo e ataques contra a redação, incluindo um atentado contra sua sede em 2011.
A linha sistemática de sátira do Islã fez com que Charlie Hebdo fosse alvo de críticas por parte da esquerda francesa. Por um lado, as críticas eram justas, pois na tentativa de satirizar o Islã pela esquerda muitas charges acabaram deslizando para abjeto racismo e islamofobia, servindo principalmente de material aos grupos próximos à família Le Pen e sua campanha xenófoba na França. Vale dizer que o mau gosto e os excessos também eram e são cometidos no semanário contra judeus, católicos etc. Por outro lado, havia e há ainda certa perplexidade na esquerda francesa sobre sua posição política em torno do crescente movimento islâmico, o uso do véu em escolas e por militantes, o árabe como idioma nacional. Parte da esquerda combativa francesa via-se diante do problema de não saber “o que fazer” com o Alcorão. Nesse contexto, o semanário satírico dirigido por Charb marcava uma posição firme, a mesma que tradicionalmente adotara contra instituições conservadoras: a chacota inveterada, atravessando muitas vezes o limite do bom gosto. “Não tenho a impressão de assassinar alguém com nossas caricaturas”, salientava Charb em entrevista.
A sátira ao Islã nas páginas do Charlie Hebdo dava-se a partir de uma leitura progressista, de rejeição ao conservadorismo clerical, diretamente alinhada a posições tradicionais do semanal contra o sionismo, o fascismo, o imperialismo e o capitalismo. Entender o atentado de 7 de janeiro, um dos mais graves já ocorridos na França, apenas como um ataque à liberdade de expressão é uma meia verdade e envolve um grande risco político de interpretação. A liberdade de expressão de Charb, Cabu, Wolinski e a equipe do Charlie Hebdo era um meio para um posicionamento político radicalmente democrático e profundamente progressista, na tradição da extrema-esquerda francesa. O risco de interpretar o atentado como meia verdade é alimentar ainda mais um dos principais oponentes do semanal satírico, o fascismo europeu, e fomentar a polarização entre os extremistas de direita e do Islã. Não indicar os assassinatos de Paris como um atentado à extrema-esquerda – e não contra a liberdade no abstrato da sociedade ocidental – abre espaço para fortalecer aquilo que os jornalistas do Charlie Hebdo mais repudiavam: a extrema-direita. E, como dizia Charb, “a Frente Nacional e o fascismo islâmico são da mesma seara e contra eles não economizamos nossa arte”.

Fernando Molica: O 'Bolsa Esmola' dos mais ricos; Como pobres não têm dinheiro para gastar em escolas e médicos privados, ficam de fora dos benefícios

O DIA
Rio - O Bolsa Família conquistou a unanimidade dos principais candidatos à Presidência — os oposicionistas Marina Silva e Aécio Neves até disseram que ampliariam o programa desenvolvido em administrações petistas. Mas, nas ruas e na internet, a complementação de renda é muito criticada por pessoas que dizem ser contra o governo, o mecanismo chega a ser chamado de Bolsa Esmola.
A entrega de uma quantia mensal a famílias muito pobres — fundamental para a alimentação de milhões de brasileiros — é associada a um estímulo ao comodismo. E olha que o valor médio do benefício é de apenas R$ 152,35. Mas os que tanto criticam a transferência de renda aos mais pobres não falam que também se beneficiam de dinheiro público, são favorecidos pelo que poderíamos chamar de Bolsa Rico ou Bolsa Classe Média.
A grande maioria da população não tem dinheiro para bancar escolas e serviços privados de saúde e é obrigada a recorrer às redes públicas. Mas essas mesmas pessoas — que estão entre as mais pobres — são obrigadas a rachar a conta das escolas particulares e dos médicos, dentistas, fisioterapeutas, psicólogos e hospitais privados utilizados pelos que têm mais grana.
O subsídio se dá pelo imposto de renda, que permite a dedução das despesas com saúde e autoriza o abatimento de parcela do que foi gasto com a educação do contribuinte e de seus dependentes. Como pobres não têm dinheiro para gastar em escolas e médicos privados, ficam de fora dos benefícios.
Recursos aplicados em uma modalidade de plano de previdência privada também podem ser abatidos do imposto, assim como parcela do INSS pago a empregadas domésticas. É inacreditável, mas é isso mesmo — com a desculpa de estimular a formalização do trabalho doméstico, o governo devolve para os patrões dinheiro gasto com a previdência das empregadas. Deve ser o único país do mundo em que o privilégio de manter uma doméstica conta com estímulo oficial.
No ano passado, foram investidos R$ 24,5 bilhões no Bolsa Família. Já o valor das deduções previstas no imposto de renda de pessoas físicas foi estimado em R$ 37, 354 bilhões. Só os abatimentos relacionados a despesas com saúde chegariam a R$ 9,874 bilhões; o subsídio àqueles que gastam em escolas privadas somaria R$ 3,877 bilhões. No fim das contas, muita gente que se diz contra o Bolsa Família quer mesmo é continuar a tirar dos pobres para dar aos ricos ou remediados. Robin Hood ficaria espantado com a cara de pau de muitos de nossos compatriotas.

E-mail: fernando.molica@odia.com.br

O papel dos Estados Unidos em tragédias como a do Charlie Hebdo


Postado em 09 jan 2015
Tudo podia ser diferente
Tudo podia ser diferente
Você lê na mídia ocidental que os terroristas islâmicos que massacraram a turma do Charlie Hebdo foram “radicalizados” por este ou aquele clérigo muçulmano fanático.
Esta é a melhor maneira de não enxergar o real problema.
Nada leva tanto ao terror jovens muçulmanos ao redor do mundo quanto a política de destruição contra o mundo árabe comandada pelos Estados Unidos e seguida cegamente pelos seus aliados europeus, como Reino Unido, Alemanha e França.
Uma coisa e apenas uma move os americanos e seguidores em sua predação: o petróleo.
Há, ou houve, o argumento hipócrita de que o que se deseja é levar a “democracia” aos países árabes.
Democracia uma ova, para usar a expressão de Luciana Genro. O objetivo é o petróleo, o petróleo e ainda o petróleo. A qualquer preço.
A pilhação ocidental é antiga.
Estados Unidos e Inglaterra se uniram, no começo da década de 1950, para derrubar um líder iraniano, Mossadegh, que ousara desejar uma partilha mais justa do petróleo do Irã.
Os historiadores registraram a fala de um ministro inglês para justificar a sabotagem contra Mossadegh: não seria possível proporcionar aos ingleses o mesmo nível de vida com uma divisão diferente dos lucros derivados do petróleo iraniano.
Este foi o padrão de conduta ocidental no Oriente Médio desde então.
Mais recentemente, outra vez Estados Unidos e Inglaterra se aliaram numa operação macabra: a Guerra do Iraque.
Sabe-se hoje que os argumentos utilizados por Bush e Blair para justificar a guerra foram falsos. O Iraque nãotinha armas de destruição em massa, ao contrário do que afirmaram Bush e Blair, dois verdadeiros criminosos de guerra.
O Iraque foi simplesmente destruído: crianças, mulheres, velhos, nada e ninguém foi poupado.
As bombas ocidentais não escolhem alvos.
É infalível: onde os ocidentais se metem com seus propósitos “civilizatórios”, as coisas pioram para os nativos.
A vida na Líbia sob Gadaffi era muito melhor do que é hoje, e os iraquianos sob Saddam viviam num paraíso comparado ao inferno que enfrentam hoje.
Imaginava-se que, com Obama, as coisas melhorariam.
Nada. Obama aumentou o uso de drones (aviões não tripulados, controlados à distância) para bombardear países do Oriente Médio.
A justificativa era matar extremistas, mas os drones têm ceifado rotineiramente milhares de vidas inocentes.
Essa chacina cotidiana não é notícia no Ocidente. É como se os mortos árabes não importassem, gente de uma subespécie não comparável aos guardiões da civilização ocidental.
Mas você pode avaliar o ódio e a vontade de vingança que vão se acumulando nas pessoas que, lá longe, testemunham as atrocidades.
É uma corrente de raiva que acaba tocando também jovens muçulmanos que vivem em países ocidentais.
É dentro desse quadro explosivo que surgem tragédias como a do Charlie Hebdo ou, mais para trás, da Maratona de Boston.
Ou, ainda mais para trás, a do 11 de Setembro.
Enquanto o Ocidente pilhar e destruir os países árabes, o terreno para a radicalização de jovens muçulmanos estará sempre fértil.
Há uma fórmula certeira para acabar com a fábrica de extremistas: os americanos e aliados darem o fora dos países árabes.
Mas quem quer falar disso?

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Ary01012015 CARTA ABERTA AO SR. ARY FONTOURA E AOS MAIS DE 40 MILHÕES DE REACIONÁRIOS QUE MANIFESTARAM SEU ÓDIO DURANTE TODO ESSE TEMPO (por Danny Oliveira – reprodução autorizada) Creio que os senhores não saberão quem sou,mas isso não vem ao caso.Sou uma jovem de 26 anos de idade,filha de um retirante nordestino que deixou sua terra,no árido sertão da Bahia,em busca de um ideal na capital paulista.Isso foi no ano de 1982,ele foi ficando,casou-se,teve três filhos e agora tem um neto.Destes três filhos,tive o orgulho de ser a filha do meio,e a única menina. Vivi as épocas mais negras que podemos imaginar na política.Nasci no ano da nova Constituição,1988,e vivi a época do impeachment de Fernando Collor,os desmandos de corrupção e a bandalheira feita com o nosso dinheiro na era Fernando Henrique…Somente vi uma luz para muitos dos jovens da minha idade com a chegada de um nordestino que fez muito por nós.Um metalúrgico que nos colocou no centro do mundo,que ajudou a cada um de nós:Luiz Inácio Lula da Silva. Senhores,até o ano de 2002 muitos dos nossos jovens não tinham acesso à faculdade,não podiam fazer um curso de intercâmbio fora do País…Sequer podiam andar de avião,era muito caro e só podiam andar em aeroportos os grã-finos.Filho de faxineira em universidade?Só se trabalhasse na faxina ou na cantina.Sequer podíamos andar em shopping centers.Hoje,graças ao Prouni e ao ENEM,muitos jovens tem acesso ao Ensino Superior tão sonhado,podem enfim desenvolver uma carreira como tanto sonham.Muitos amigos meus puderam fazer intercâmbio e aprender novos idiomas e conhecer novas culturas.Posso até entrar em um shopping center na hora em que eu quiser.E isso só começou a ser proporcionado para nós com a chegada de Lula. Minha primeira eleição como eleitora foi exatamente em 2006,e como meus familiares,depositei meu voto e minha confiança em Lula.E ele honrou meu voto e minha confiança.Não me arrependi. Em 2010 entrei para a militância petista.Sei tudo o que passei militando em prol dos meus direitos e dos meus companheiros e amigos:quase fui presa,sofri tentativa de assassinato durante uma conversa com feirantes…Sei o que passei,e honrei meu voto.Vi a presidente Dilma,uma mulher que luta pelos direitos do povo,ser eleita democraticamente,e merecidamente.Mais uma vez tive meu voto e minha confiança honrados como deveriam.Uma mulher que lutou para tirar nosso País das mãos de generais que matavam,torturavam,estupravam e até se vangloriavam das maldades que cometiam,orgulhavam-se de suas “subversividades” e nos julgavam subversivos!E hoje,com a democracia instalada outra vez no nosso País,vejo vocês pedindo a volta dessa desumanidade,e isso me entristece muito. Dilma honrou meu voto e fez muito por nós:construiu universidades,criou o PRONATEC,abriu novos horizontes aos jovens e fez o mesmo que o presidente Lula fez.Abriu seus braços aos mais necessitados e ao povo do Nordeste que carrego no meu sangue com muito orgulho,e fez muito por cada nordestino e nordestina que queria apenas que alguém os olhasse com os olhos da alma.E agora vem os senhores,membros da elite golpista e da imprensa manipuladora e sem o mínimo de imparcialidade,enxovalhar o nome de quem começou a trabalhar do lado certo da pirâmide (o lado de baixo) e tentar nos imputar um playboy com um passado negro,que vive à sombra da memória de seu avô e que não tem um mínimo de respeito pelas mulheres,manteve o povo de seu Estado (Minas Gerais) sob o jugo de uma ditadura elitista,deixando seus conterrâneos em uma situação complicada,construindo aeroportos particulares…Como os senhores querem nos impingir um ladrão e condenar quem tanto fez por nós?Estão fazendo o mesmo que foi feito anteriormente:condenando Jesus à morte e soltando Barrabás. Hoje,orgulhosamente,vejo a mulher em quem orgulhosamente depositei meu voto de confiança assumir por mais 4 anos seu cargo de merecimento:o de comandante da nossa Pátria Amada.A mulher que tanto fez por mim continuará fazendo muito mais,e agora fará mais ainda:lutará pelas mulheres,pelas crianças,negros,indígenas,comunidade LGBT…Lutará por aqueles que não tem voz ativa,e será a nossa voz.E enquanto isso,vocês perdem tempo querendo atacá-la… A vocês,que exigem que ela renunciem,um pedido:RENUNCIEM AO BRASIL…Não vomitem mais seu ódio contra quem trabalha,e procurem apoiá-la para que faça seu mandato ser o melhor,não percam tempo falando aos quatro ventos e depois voltando atrás. Ao sr. Ary Fontoura,um grande ator por quem eu tinha grande admiração e respeito,manifesto minha vergonha.O senhor,por muitos anos,lutou contra a ditadura ao lado do saudoso e magnânimo Mário Lago,e lutou muito para que se instalasse a democracia em nosso País.E hoje fica ao lado de uma emissora que alimentou a subversividade e a intolerância dos ditadores,e pede que este período volte.Ora,sr. Ary,peço gentilmente ao senhor que respeite nossa Pátria e não diga que fala por todos os brasileiros.Pois,por mim e por muitos outros,o senhor jamais vai falar.O único que fala por nós é Deus,e o senhor não poderá falar por Ele. Aos membros do Partido da Imprensa Golpista,não adianta propagarem seus ódios,preconceitos e mentiras.O povo brasileiro já tem sua consciência definida,e todos sabem a verdade:o povo escolheu Dilma Rousseff por sua história impoluta,e usar de falsos artifícios para distorcer sua história já não convence mais.Parem enquanto é tempo. E,por favor,deixem-na governar e sejam menos intolerantes. Ass.:Uma das mais de 54 milhões de pessoas que elegeram Dilma Rousseff sua representante máxima.

Ary01012015

CARTA ABERTA AO SR. ARY FONTOURA E AOS MAIS DE 40 MILHÕES DE REACIONÁRIOS QUE MANIFESTARAM SEU ÓDIO DURANTE TODO ESSE TEMPO

(por Danny Oliveira – reprodução autorizada)
Creio que os senhores não saberão quem sou,mas isso não vem ao caso.Sou uma jovem de 26 anos de idade,filha de um retirante nordestino que deixou sua terra,no árido sertão da Bahia,em busca de um ideal na capital paulista.Isso foi no ano de 1982,ele foi ficando,casou-se,teve três filhos e agora tem um neto.Destes três filhos,tive o orgulho de ser a filha do meio,e a única menina.
Vivi as épocas mais negras que podemos imaginar na política.Nasci no ano da nova Constituição,1988,e vivi a época do impeachment de Fernando Collor,os desmandos de corrupção e a bandalheira feita com o nosso dinheiro na era Fernando Henrique…Somente vi uma luz para muitos dos jovens da minha idade com a chegada de um nordestino que fez muito por nós.Um metalúrgico que nos colocou no centro do mundo,que ajudou a cada um de nós:Luiz Inácio Lula da Silva.
Senhores,até o ano de 2002 muitos dos nossos jovens não tinham acesso à faculdade,não podiam fazer um curso de intercâmbio fora do País…Sequer podiam andar de avião,era muito caro e só podiam andar em aeroportos os grã-finos.Filho de faxineira em universidade?Só se trabalhasse na faxina ou na cantina.Sequer podíamos andar em shopping centers.Hoje,graças ao Prouni e ao ENEM,muitos jovens tem acesso ao Ensino Superior tão sonhado,podem enfim desenvolver uma carreira como tanto sonham.Muitos amigos meus puderam fazer intercâmbio e aprender novos idiomas e conhecer novas culturas.Posso até entrar em um shopping center na hora em que eu quiser.E isso só começou a ser proporcionado para nós com a chegada de Lula.
Minha primeira eleição como eleitora foi exatamente em 2006,e como meus familiares,depositei meu voto e minha confiança em Lula.E ele honrou meu voto e minha confiança.Não me arrependi.
Em 2010 entrei para a militância petista.Sei tudo o que passei militando em prol dos meus direitos e dos meus companheiros e amigos:quase fui presa,sofri tentativa de assassinato durante uma conversa com feirantes…Sei o que passei,e honrei meu voto.Vi a presidente Dilma,uma mulher que luta pelos direitos do povo,ser eleita democraticamente,e merecidamente.Mais uma vez tive meu voto e minha confiança honrados como deveriam.Uma mulher que lutou para tirar nosso País das mãos de generais que matavam,torturavam,estupravam e até se vangloriavam das maldades que cometiam,orgulhavam-se de suas “subversividades” e nos julgavam subversivos!E hoje,com a democracia instalada outra vez no nosso País,vejo vocês pedindo a volta dessa desumanidade,e isso me entristece muito.
Dilma honrou meu voto e fez muito por nós:construiu universidades,criou o PRONATEC,abriu novos horizontes aos jovens e fez o mesmo que o presidente Lula fez.Abriu seus braços aos mais necessitados e ao povo do Nordeste que carrego no meu sangue com muito orgulho,e fez muito por cada nordestino e nordestina que queria apenas que alguém os olhasse com os olhos da alma.E agora vem os senhores,membros da elite golpista e da imprensa manipuladora e sem o mínimo de imparcialidade,enxovalhar o nome de quem começou a trabalhar do lado certo da pirâmide (o lado de baixo) e tentar nos imputar um playboy com um passado negro,que vive à sombra da memória de seu avô e que não tem um mínimo de respeito pelas mulheres,manteve o povo de seu Estado (Minas Gerais) sob o jugo de uma ditadura elitista,deixando seus conterrâneos em uma situação complicada,construindo aeroportos particulares…Como os senhores querem nos impingir um ladrão e condenar quem tanto fez por nós?Estão fazendo o mesmo que foi feito anteriormente:condenando Jesus à morte e soltando Barrabás.
Hoje,orgulhosamente,vejo a mulher em quem orgulhosamente depositei meu voto de confiança assumir por mais 4 anos seu cargo de merecimento:o de comandante da nossa Pátria Amada.A mulher que tanto fez por mim continuará fazendo muito mais,e agora fará mais ainda:lutará pelas mulheres,pelas crianças,negros,indígenas,comunidade LGBT…Lutará por aqueles que não tem voz ativa,e será a nossa voz.E enquanto isso,vocês perdem tempo querendo atacá-la…
A vocês,que exigem que ela renunciem,um pedido:RENUNCIEM AO BRASIL…Não vomitem mais seu ódio contra quem trabalha,e procurem apoiá-la para que faça seu mandato ser o melhor,não percam tempo falando aos quatro ventos e depois voltando atrás.
Ao sr. Ary Fontoura,um grande ator por quem eu tinha grande admiração e respeito,manifesto minha vergonha.O senhor,por muitos anos,lutou contra a ditadura ao lado do saudoso e magnânimo Mário Lago,e lutou muito para que se instalasse a democracia em nosso País.E hoje fica ao lado de uma emissora que alimentou a subversividade e a intolerância dos ditadores,e pede que este período volte.Ora,sr. Ary,peço gentilmente ao senhor que respeite nossa Pátria e não diga que fala por todos os brasileiros.Pois,por mim e por muitos outros,o senhor jamais vai falar.O único que fala por nós é Deus,e o senhor não poderá falar por Ele.
Aos membros do Partido da Imprensa Golpista,não adianta propagarem seus ódios,preconceitos e mentiras.O povo brasileiro já tem sua consciência definida,e todos sabem a verdade:o povo escolheu Dilma Rousseff por sua história impoluta,e usar de falsos artifícios para distorcer sua história já não convence mais.Parem enquanto é tempo.
E,por favor,deixem-na governar e sejam menos intolerantes.
Ass.:Uma das mais de 54 milhões de pessoas que elegeram Dilma Rousseff sua representante máxima.