terça-feira, 14 de outubro de 2014

Meu ódio será sua herança: os 10 mandamentos do novo aecista


Postado em 14 out 2014
aecismo 
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A ascensão de Aécio Neves nas eleições trouxe à tona um tipo desde já inesquecível: o neoaecista.
Ele — ou ela — ia votar em Marina porque Marina podia derrotar o Mal. Marina perdeu fôlego, o neoaecista viu que era legião e que podia cumprir seu destino.
O neoaecista é antes de tudo um antipetista. Mas com um toque a mais de, vamos dizer, perversidade trazido com a possibilidade da vitória.
Há agora um ódio libertador. Ele sente o cheiro de medo. De repente, ninguém mais precisa fingir ser relativamente civilizado. Ser racista ou xenófobo está na moda.
Se Fernando Henrique chama quem votou em petistas de “menos informados”, “os mais pobres” — por que quem vota em Aécio não pode simplificar e soltar a lenha na plebe ignara?
A estratégia básica do neoaecista é acusar os outros daquilo que ele é. Mas ele não para aí.
O neoaecismo tirou do armário a intolerância e o preconceito e os esfrega na cara de família, amigos, conhecidos, taxistas, feirantes, crianças, adultos e velhos.
Eis os 10 mandamentos do neoaecista:
1) Xingue nordestinos. Chame-os de ignorantes. Vagabundos que vivem do Bolsa-esmola. Proponha o separatismo. Lembrando que Lula é que iniciou o ódio de classe no país.
2) Denuncie a nossa ditadura bolivariana. Não esqueça dos milhões para construir portos em Cuba e dos empréstimos para países da África.
3) Nunca houve na história da humanidade um governo tão corrupto. Se alguém mencionar o trensalão em São Paulo, o mensalão tucano, o aeroporto do tio de Aécio, diga que é fichinha. Se o interlocutor insistir, afirme que o PSDB pode roubar porque, ao contrário do PT, nunca empunhou a bandeira da ética (sim, eu ouvi isso).
4) Culpe o governo por todos os males do planeta. Da Aids ao Croc, da seca ao Taumaturgo Ferreira. Não esqueça do ebola, trazido pelo PT para desviar o foco do noticiário da Petrobras. Veja um excelente exemplo abaixo:


5) Bicicletas são coisa de comunista safado. Haddad faz ciclofaixas. Logo, Haddad é comunista safado. Ciclovias podem ser utilizadas em Nova York, Paris, Amsterdã, Londres — mas lá os comunistas safados são limpinhos.
6) Bolsa-família é esmola. Aécio promete manter o Bolsa-Família? Mude de assunto. Sugestão: Dilma quer dialogar com os terroristas do Estado Islâmico. Aécio vai bombardear os terroristas do Estado Islâmico.
7) Diga que o PT quer cercear a liberdade de expressão e acabar com a imprensa livre. Vivemos num estado totalitário. Aécio censurou a imprensa mineira? Isso é conversa de esquerdopata. O vídeo do “Helicoca” saiu do ar por causa de perfil fake da internet? Paranoia, Aécio é um democrata, a mídia de Minas Gerais é das mais combativas do mundo.
8) Estimule e dissemine a calúnia, o enxovalhamento, a cólera, a divisão, a crítica rasteira, o ressentimento e o racismo nas redes sociais. Depois queixe-se da “vibe ruim” do Twitter, como o neoaecista de primeira hora Danilo Gentili.


9) O Foro de São Paulo. O Foro de São Paulo. O Foro de São Paulo. O Mais Médicos. O Foro de São Paulo.
10) Sinta saudade da ditadura militar. Aquela tinha um projeto de país, segurança nas ruas e dono. E faça como Aécio: chame de revolução. O amigo do Facebook não gostou? É um petralha. O neoaecista não precisa de petralhas. O neoacista não precisa de ninguém porque ele sabe que nunca mais estará sozinho.
(Acompanhe as publicações do DCM no Facebook. Curta aqui).
Sobre o Autor
Diretor-adjunto do Diário do Centro do Mundo. Jornalista e músico. Foi fundador e diretor de redação da Revista Alfa; editor da Veja São Paulo; diretor de redação da Viagem e Turismo e do Guia Quatro Rodas.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

ROSSETTO APONTA TENTATIVA DE MANIPULAÇÃO NA ELEIÇÃO

Faço minhas as palavras............blog SQN


Mesmo uma surpreendente vitória de Dilma não me deixará animado o suficiente para continuar essa luta inútil contra a imbecilidade reacionária que domina esse imenso território. Um país com uma elite antinacional e um povo mais parecido com gado do que com gente pode ser transformado num país habitável, mas séculos serão necessários e eu tenho no máximo algumas pouquíssimas décadas. Não vou mais desperdiçar minha breve passagem por esse vale de lágrimas cortado por esgotos lutando para mudar o que não pode ser mudado. Gastarei o pouco que me resta com coisas que dão alegria e me trazem felicidade. Se não for o suficiente para vocês, sinto muito.

domingo, 12 de outubro de 2014

O povo brasileiro só conta com sua própria lucidez 12 de outubro de 2014 | 18:01 Autor: Fernando Brito

Slucidez
Nenhum de nós, neste momento, tem o direito de ser ingênuo com o que está acontecendo.
Não há um processo eleitoral democrático, normal, onde as forças políticas se confrontam e disputam a preferência do eleitor.
Tanto que se empurra ao favoritismo um homem que se formou no conforto do nepotismo e cuja  virtude política é sua própria nulidade pessoal.
Existe, sim, uma tentativa em marcha – e avançada – de conduzir o povo brasileiro não à eleição de um candidato, mas ao linchamento de um governo.
Uma espécie de 1954 com urnas eletrônicas.
O povo brasileiro está sitiado.
Ocultaram-lhe que seria Aécio – e não Marina – a enfrentar Dilma no segundo turno e, assim, deixaram sua nulidade no “freezer”, até que fosse a hora de plantá-lo, ao velho como novidade, para a cartada final.
E, para ela, não foi preciso mais que articular o comportamento de um canalha de terceiro escalão ao qual se prometem prêmios por “delações”, com um juiz que o faz prestar um depoimento genérico, sobre fatos  que, depois de meses de investigação, ele já teria de ter revelado, para que seja divulgado em redes de televisão, enquanto se nega o acesso a quem é acusado às informações sobre o que é dito, especificamente.
Parte do Judiciário se junta ao que é generalizado.
A imprensa, as instituições, a economia, seus políticos  estão de goela aberta, prontos a devorar seu futuro.
Estão prontos a tudo que lhes signifique uma chance de tirar este país do povo brasileiro.
Os que o defendem estão mudos ou anulados, perdidos em seus próprios equívocos, acomodações e conveniências.
Respeitaram, como em nenhuma outra época da história brasileira, o livre funcionamento das instituições e não tocaram nos privilégios de nossa elite, exceto o de ser a única dona do Brasil.
Todas estas forças, agora,  se unem contra um processo político que o afirmava.
Um processo do qual, nem mesmo ele, o povo, tem uma consciência que vá além de sua pele, de seu instinto.
Porque suas vanguardas política abriram mão de sê-lo, na ilusão de que podiam ser “de todos”
Como naquele momento terrível de nossa história, o “mar de lama” que sem pintava não era real e muito menos Getúlio Vargas estava nele mergulhado.
Mas a histeria moralista da UDN de nossos tempos conseguiu arrastar parte da classe média.
Marina Silva é só a expressão desta hipocrisia, de um movimento que há 60 anos agita corrupção e anticomunismo como se fossem honrados e defensores das liberdades, mas compactua com o saque colonial de nosso país e com todo o autoritarismo que  tivemos e temos.
Temos uma elite perversa, que compreende que a fome só faz escravos e que vê escravos da comida os que deixam de passar fome.
Que odeiem um médico cubano porque aceita trabalhar ganhando R$ 4 mil quando R$ 10 mil não bastam a um médico recém-formado no Brasil para trabalhar de oito às cinco na periferia.
Tornamo-nos o país do ódio.
As manchetes de jornal são o que teria dito um crápula, um ladrão, em troca de um perdão e sabe-se mais o que lhe tenham prometido, para declarações cronometradas a coincidirem com o momento das eleições.
No entanto – que maravilha! – o povo brasileiro resiste.
Só tem seu instinto a defendê-lo.
Mas o instinto, tão desprezado, é muito poderoso, se ele encontrar referências.
Se tivermos, porém, a coragem de lhes dar a verdade.
Temos 15 dias e um desafio imenso pela frente.
Nestas duas semanas, temos de usar os programas de TV e os debates para desmontar, corajosamente, as montagens marteladas a cada dia pela mídia.
Já não é hora de posturas defensivas ou de jogos estratégicos.
Campanhas são longas, como a que fizeram de junho de 2013 para cá, quando fizeram um país que acreditava estar indo no caminho certo parecer um lugar onde parecia que tudo estava errado.
E como, assim, conseguiram os incautos esquecer de anos, décadas em que a classe dominante fez, de fato, tudo dar errado para o nosso país e nosso povo.
Mas o que temos agora não é uma campanha, mas uma batalha.
Nelas, é preciso coragem, ousadia e líderes.
Se deixarmos que se percam as referências, a força de nosso povo se dispersa e pode ser vencida.
Mas se elas surgem, deixando de lado os cálculos políticos convencionais, o povo brasileiro pode  sair do isolamento em que o querem coloc

Bolsa família

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Bolsa família 2013

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Em nome dos nordestinos, Urariano responde aos preconceituosos publicado em 11 de outubro de 2014 às 16:48

publicado em 11 de outubro de 2014 às 16:48
Lula -- Nordeste
Lula publicou uma nota sobre o preconceito  que está sendo disseminado contra os nordestinos. Está na íntegra, após este texto emocionante do jornalista e escritor pernambucano Urariano Mota
por Urariano Mota, do Recife, especial para o Viomundo
As notícias gritam como se fossem novos jornaleiros, diante dos trens das nossas vidas:
“Uma comunidade de quase 100 mil usuários numa rede social, que se declaram profissionais da classe médica brasileira, se tornou palco de uma guerra de classes no entorno da corrida presidencial, entre Dilma Roussef  (PT) e Aécio Neves (PSDB).
Com o título de ‘Dignidade Médica’, as postagens do grupo pregam ‘castrações químicas’ contra nordestinos, profissionais com menor nível hierárquico, como recepcionistas de consultório e enfermeiras, e propõe um ‘holocausto’ entre os eleitores da petista.
Médicos, professores e estudantes de medicina estão entre os 97.901 membros da comunidade na rede social Facebook. Entre postagens de revolta com a situação da econômica do País e xingamentos a nordestinos, os participantes confessam que fazem campanha pró-Aécio até dentro do próprio consultório – público ou privado – convencendo os seus pacientes. Eles dizem que colocam ‘a recepcionista no lugar dela’ com ameaças de que perderia o emprego com a reeleição de Dilma.
O discurso de ódio conta com frases de ‘nível de conversa que pobre entende’ e ameaças de expulsão do grupo caso o usuário se manifeste contra os ideais da página.
Um usuário protesta: ‘70% de votos para Dilma no Nordeste! Médicos do Nordeste causem um holocausto por aí! Temos que mudar essa realidade!’ ”
A gente ouve esses uivos e fica difícil manter o espírito sereno. Eu queria ter apenas as palavras mais simples para falar a meus irmãos, pais, amigos, humanidade nordestina.
Assim como os melhores poetas pediam inspiração às musas quando partiam para uma empreitada além das suas forças, a minha nulidade e pequena poesia pede socorro aos músicos que tocam a meus ouvidos neste instante. Começo pela invocação da melodia e execução de gênio que vem de Felinho, no frevo Formigão:

Ouviram? Felinho acende, serena, mata e ressuscita o que é universal.
Depois, peço a luz, a bênção e o amor do povo nordestino para ouvir e escutar Asa Branca:

Vocês perdoem porque falo do Nordeste falando da gente de todo o mundo. Pois assim não é a defesa da humanidade, quando cantamos a sua excelência no canto da nossa vida  mais íntima?
Então exijo uma última licença aos uivos, aos latidos contra a gente boa, mãe da terra  do Nordeste, que cheira como cuscuz de manhã no chão quente molhado pela chuva. Chamo Lenine, o compositor:

Assim posto e defendido, posso agora convocar uma seleção de nordestinos que é também uma seleção do povo brasileiro. Não direi que esta é A Seleção, a única, porque seria tão estúpido quanto os preconceitos contra os meus pais, filhos, amigos, nordestinos irmãos que somos de todas as nacionalidades do Brasil. Mas falo agora e convoco os ofendidos mais próximos. Chamo os nossos paraíbas, cearás,  baianos, nortistas, cabeças-chatas eternos.
Lá de cima da região, invoco primeiro os maranhenses. Em ordem alfabética, os irmãos Azevedos, Aluísio e Artur, diria melhor, em ordem de privilégio, pois num casa só, em um só lugar e tempo, saíram dois escritores da formação brasileira.
Depois, entre tantos, porque estamos numa seleção dos sonhos, chamo Gonçalves Dias, do nosso céu tem mais estrelas, nossas várzeas têm mais flores, nossos bosques têm mais vida, nossa vida mais amores, lembram?
Depois, num salto da maior arbitrariedade, pois assim são os sonhos, convoco o gênio de Catulo da Paixão Cearense, Catulo da Paixão Cearense, Catulo da Paixão Cearense, e não precisa convocar mais ninguém. Bastava Luar do Sertão, e Flor amorosa, é uma rosa orgulhosa, presunçosa, tão vaidosa.

Mas o que dizer de uma seleção de maranhenses onde não estivesse João Do Vale? O carcará não perdoa, pega, mata e come, porque A ema gemeu. E assim desço rápido para a Paraíba, com o pedido urgente da presença de  Jackson do Pandeiro.

Esses fundamentais a gente  chama com o coração na boca. Oi no forró de Sá Juaninha em Caruaru, cumpade Mané Bento só fautava tu. Matemo dois soldado, quatro cabo e um sargento, cumpade Mané Bento só fautava tu.

Penso que Deus é nordestino. Pois se não for, como explicar uma terra onde é magnífica a gente brasileira? José Lins do Rego, Canhoto da Paraíba, Ariano Suassuna, Sivuca.
Ainda acham pouco e excedem na altura de José de Alencar, Patativa do Assaré, Dom Helder Câmara, Os Índios Tabajaras, o maestro Eleazar de Carvalho. E vem mais com Câmara Cascudo, o gênio que ensinava aos gringos que jacaré quando dorme fecha o olho.  E mais Torquato Neto e Mário Faustino.
Pois se Deus não for nordestino, como explicar a origem de Frei Caneca, Manuel Bandeira, Paulo Freire, João Cabral, Carlos Pena Filho, Joaquim Cardozo, Solano Trindade, Ascenso Ferreira, Alberto da Cunha Melo, Hermilo Borba Filho, Nelson Rodrigues, Antonio Maria,  Gilberto Freyre, Mario Schemberg, José Leite Lopes, Josué de Castro.
E Lula, o cara que levou o Brasil a uma posição de destaque em todo o mundo, como explicar? Eu não sei, porque fico sem explicação para a vida e obra de Abelardo da Hora, Vitalino, Lula Cardoso Ayres, Cícero Dias, e mais Graciliano Ramos, Jorge de Lima, e aquele que virou nome de dicionário, Aurélio Buarque de Holanda.
Sim, e como esquecer Castro Alves, Luís Gama, Jorge Amado, Dorival Caymmi, Marighella, Glauber Rocha e Bule-Bule?
Trezentas e sessenta e cinco igrejas de Salvador me amaldiçoariam se esquecesse a Mãe Menininha. Pior e abaixo de ruim estaria se não mencionasse os aboiadores dos sertões, que cantam como um longo lamento, e num salto para o litoral nem lembrasse da poesia marginal do Recife. E Dona Santa e o maravilhoso maracatu que fez Milton Nascimento incorporar os mais antigos ancestrais, como explicar?
Tenho ou não razão de pensar que Deus é nordestino?
Para quem ainda duvida, eu acrescento ainda outros grandes nomes do Nordeste.
Os compositores de frevo: Capiba, Nelson Ferreira, Levino Ferreira, J. Michiles, Maestro Nunes, Duda, Irmãos Valença, Edgar Moraes, Luiz Bandeira
Músicos: João Pernambuco, Luperce Miranda, Spok, Maestro Forró, Lalão, Henrique Annes, Chico Science, Alceu Valença, Geraldo Azevedo
Poetas: Daniel Lima, Mauro Mota
Escritores: Joaquim Nabuco, Osman Lins
Advogados: Mércia Ferreira, Roque de Brito Alves
Comunistas: Gregório Bezerra, Paulo Cavalcante, Diógenes de Arruda Câmara, Davi Capistrano, Naíde Teodósio
O primeiro socialista do Brasil: Abreu e Lima, o “general das massas”
Pintores: Ismael Caldas, Samico, Guita Charifker, Teresa Costa Rego, Vicente do Rego Monteiro
Economistas: Celso Furtado, Tania Bacelar
Socialistas: Miguel Arraes, Pelópidas da Silveira, Padre Reginaldo, Padre Henrique
Nutricionista: Nelson Chaves
Eu não sei se  é a visão do mar, que do Alto da Sé se avista em Olinda, que se abre azul para a África e faz a gente sentir um gosto do carinho antigo do Brasil. Eu não sei se é da terra dos altos coqueiros, cuja sombra nos abriga do calor das ladeiras, que amaciam os pés para que não virem pontapés mortais contra os preconceituosos.
Eu não sei se é do caminhar no Recife Antigo, enquanto passo por trilhos de bondes impressos nos paralelepípedos, mas quando olho as esquinas do Recife me digo, “a história vem toda de volta nestas ruas”.
Quantas gerações nos falam neste lugar do Nordeste. Quantos irmãos sentimos que se espalham em todos os estados, do Maranhão à Bahia. Do Amazonas ao Rio Grande do Sul, com  nordestinos discriminados em outros sotaques.
Eu não sei. Mas sinto que o título lá em cima poderia ser também “por que tenho a felicidade de ser nordestino”.
Isso  porque Deus antes de ser de todos os brasis, amou e criou aqui no Nordeste. É da história a informação. Assim como é na história, pela história que existimos e somos.
Esses preconceitos que explodem agora mais que nos envergonham. Eles nos gritam entre uivos a vergonha que sentem do Brasil. Fazer o quê? Que venha em nossa ajuda o Frei Caneca, de quem faço uma breve adaptação para este momento:
Entre o preconceito e a pátria
Não duvida  meu coração:
O Nordeste levou-me todo.
Preconceitos que uivem em vão.
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do Muda Mais
Confira abaixo a íntegra da nota que o ex-presidente Lula publicou em sua conta oficial no Facebook:
É lamentável o preconceito que vem à tona depois de um processo democrático tão importante, como as eleições do último domingo. É um absurdo que o nordeste e os nordestinos sejam caracterizados como ignorantes ou desinformados por seus votos. Primeiro porque isso é fruto de preconceito lastimável, segundo porque mostra um desconhecimento profundo da atual situação do nordeste brasileiro. Quem faz afirmações deste tipo imagina o nordeste da década de 90 ou de antes, onde reinavam a fome, o desemprego e a falta de oportunidade. Por isso muitos, como eu, tiveram que abandonar sua terra natal e migrar para outras regiões em busca de melhores condições de vida.
Hoje, o nordestino anda de cabeça erguida porque não é mais tratado pelo governo como cidadão de segunda categoria. Das 18 universidades criadas nos 12 anos de governo, 7 são no nordeste. A região conta hoje com 62 extensões universitárias. Mais de 16 mil estudantes dessas universidades foram estudar no exterior com o Ciência sem Fronteiras. Dos 20 milhões de empregos criados no país, quase 20% foram no nordeste. 141 escolas técnicas foram implantadas na região, representando 33% do total no país. A mortalidade infantil, que era um dos principais problemas da região caiu a menos da metade. Os nordestinos, hoje, não são mais personagens de tristes reportagens sobre as migrações para os grandes centros urbanos. Eles podem viver nas suas terras de origem com dignidade e oportunidade.
Somos todos brasileiros e temos que nos unir para continuar construindo um país mais solidário, mais justo, com mais oportunidades para todos, independente de cor, crença, religião ou região do país em que cada um tenha nascido. As pessoas deveriam ser agradecidas pela diversidade do nosso grande país. Essa é a nossa riqueza.
Lula