segunda-feira, 6 de outubro de 2014

‘Estou desolada com São Paulo e preocupada com o Brasil’, diz historiadora


O resultado da eleição no estado de São Paulo deve provocar uma reflexão de âmbito geral, sobre a vitória de Geraldo Alckmin. E em particular, no âmbito do PT, principal partido de oposição no estado, sobre o desempeno do candidato Alexandre Padilha. A avaliação é da cientista política e historiadora Maria Victória Benevides, professora aposentada da USP, que se disse “desolada e perplexa”.
“Estou desolada com São Paulo e preocupada com o Brasil”, resumiu.
A professora se diz intrigada com alguns resultados vistos pelo país, como a vitória do PSDB em São Paulo. “Se aqui foi um dos lugares do país onde mais se protestou no ano passado contra a corrupção e a falta de qualidade nos serviços públicos, como entender? Crise de água, crise de segurança, de saúde e educação de péssima qualidade, serviços péssimos”, enumera.
Durante algum tempo, como ela observa, se dizia que a classe política parecia não ter entendido os recados das ruas. “Agora me parece que tampouco as ruas entenderam o recados das ruas”, ironiza.
“Se fosse a indignação com a corrupção o problema, não teria sido o PT a principal vítima dos protestos, como acabou sendo. Em parte graças aos meios de comunicação, em parte à despolitização dos movimentos, que foram importantes, sobrou para Dilma, e sobrou para o Haddad, e só”, constata.
“O que diferencia Alckmin de Paulo Maluf quando ele se refere ao assunto segurança pública? Nada. É o mesmo discurso e a mesma prática da ditadura, que sufoca o conceito de direitos humanos, desloca o seu sentido de acesso a educação, moradia digna, acesso a empregos, para uma rotulação torta de que defender direitos humanos é defender bandido”, avalia.
Mas o mais grave, em sua opinião, foi a postura do PT em relação à candidatura do ex-ministro Alexandre Padilha. “Padilha teve um comportamento excepcional, mostrou que não é liderança política de se ressentir e tocou com seriedade e fidelidade sua campanha. O resultado surpreendente no final de votação, comparado com desempenho supostamente fraco nas pesquisas, revela o abandono a que foi submetida sua campanha. Foi uma irresponsabilidade do partido”, afirma a historiadora.
No plano nacional, a professora pretende avaliar nos próximos dias como irá de comportar o eleitorado de Marina Silva. “Vamos ver de que tamanho era o contingente de antipetistas que apostaram em sua candidatura, e se a maioria deles já bandeou para o lado do Aécio Neves já no primeiro turno, já que ele recebeu uma votação acima da esperada. Agora, tem o pessoal mais ligado a suas origens de esquerda, o ambientalismo, vamos ver para que lado irá”, diz
“O fato é que está dada mais uma vez a mesma polarização PT-PSDB dos últimos 20 anos. A diferença é que agora há uma candidato mais jovem, de fora de São Paulo, bem-sucedido em seu estado”, lembra Maria Victória.

4/10/2014 12:03 Jornalista faz lista com 27 motivos para não votar em Aécio Neves


Aécio e seu padrinho político Fernando Henrique. Por que ele esconde FHC de sua campanha

(após cada capítulo há links para comprovar as denúncias)

CENSURA

1- Censurou a parte da imprensa mineira que ousou denunciar esquemas de corrupção quando governador de MG.

2- Também tentou censurar o Google, Yahoo! e Bing, movendo um processo para retirada de links relacionados ao uso de drogas e ao desvio de verbas da saúde.

3- Mandou demitir um diretor da Globo de Minas Gerais após três reportagens que o desagradaram.

4- Não gosta de ser investigado: em 10 anos ele e seu sucessor Anastasia só permitiram 3 CPIs em Minas Gerais. Mais de 70 foram barradas.


http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/03/1425228-justica-nega-pedido-de-aecio-para-bloquear-buscas-na-internet.shtml

http://www.midiaindependente.org/pt/red/2003/09/262572.shtml



CORRUPÇÃO QUANDO FOI GOVERNADOR DE MINAS GERAIS

5- Foi processado por desviar R$ 4,3 bilhões da saúde.

6- Construiu 5 aeroportos em cidades com menos de 25 mil habitantes no entorno de sua fazenda.

7- Um dos aeroportos custou R$ 14 milhões e fica na fazenda de seu tio.

8- Pagou R$ 56 mil reais ao ex-ministro do STF Ayres Britto para arquivar a investigação de ilegalidade no aeroporto na fazenda de seu tio.

9- Quando governador, desapropriou um terreno de seu tio-avô no valor de R$ 1 milhão e fez o Estado pagar a ele uma indenização superfaturada de R$ 20 milhões.

http://www.pragmatismopolitico.com.br/2013/05/aecio-neves-sera-julgado-por-desvio-de-r43-bilhoes-da-saude-2.html

http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/07/1488587-governo-de-minas-fez-aeroporto-em-terreno-de-tio-de-aecio.shtml

http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/governo-de-aecio-fez-aeroporto-particular-de-r-14-milhoes

http://noticias.r7.com/minas-gerais/governo-de-minas-pode-pagar-r-34-milhoes-por-terreno-de-tio-avo-de-aecio-26072014


INFRINGINDO A LEI

10- Apesar de declarar apenas R$ 100 mil em bens, sua rádio tem uma frota de carros de luxo e de passeio no valor de mais de 1 milhão e reais. Quem passeia nesses carros?

11- Foi pego pela polícia dirigindo o carro de sua rádio, um Land Rover no valor de R$ 192.000,00. O pior: estava embriagado e se recusou a fazer o teste do bafômetro.

12- Troca de favores ou compra de votos? Quando governador contratou 98 mil servidores públicos sem concurso e de maneira ilegal.

13- Nepotismo? Com apenas 25 anos foi nomeado diretor da Caixa Econômica Federal por seu primo, o então Ministro da Fazenda Francisco Oswaldo Neves Dornelles.

http://www.viomundo.com.br/politica/a-estranha-frota-de-luxo-da-radio-de-aecio-neves.html

http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2011/04/aecio-neves-tem-habilitacao-apreendida-em-blitz-da-lei-seca-no-rio.html

http://noticias.r7.com/minas-gerais/stf-determina-dispensa-de-98-mil-servidores-da-educacao-em-minas-efetivados-sem-concurso-26032014


13 motivos não são suficienteS? Então vem mais 15 por aí!

EDUCAÇÃO E SAÚDE


14- Durante seu governo, Minas Gerais passou a pagar o piso salarial mais baixo do Brasil a professores.

15- Aliás, tal piso era mais baixo que o permitido pela lei do piso salarial de professores, e portanto, ilegal.

16- Diminuiu o salário-base dos médicos em Minas para apenas R$ 1.050,00 -o segundo mais baixo do Brasil.

17- Quando governador de MG, pagou com dinheiro do Estado uma dívida da Rede Globo de US$ 269 milhões referente à compra da Light.

http://www.viomundo.com.br/denuncias/professores-de-minas-publicam-contracheques-para-provar-que-estado-e-psdb.html

http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/o_governo_mineiro_e_a_globo

http://tijolaco.com.br/blog/?p=19821


ECONOMIA

18- Em 2013 quando Dilma anunciou redução de 20% na conta de luz, os tucanos de Minas se posicionaram contra. Pediram um aumento de 30%. Em vez de a conta abaixar, subiu 14,76% (que foi o que a Aneel aprovou).

19- Ele e seu sucessor fizeram a dívida de Minas crescer 127% em 11 anos.

http://www.pautandominas.com.br/en/May2013/minas_gerais/494/CEMIG-aumenta-conta-de-luz-e-tenta-jogar-a-culpa-no-governo-federal.htm

http://www.blogdojoseprata.com.br/detalhe-noticia/minas-dos-tucanos-inseguranca-reajuste-da-luz-baixo-crescimento-lei-1002007-endividamento-origem-do-mensalao-

MENSALÃO E PROTEGIDO DA IMPRENSA

20- Tem um dos réus do mensalão tucano como assessor. O publicitádio Eduardo Guedes, acusado de desviar R$ 3,5 milhões para a empresa de Marcos Valério.

21- Tem em seu palanque em Minas o maior réu e mentor do mensalão tucano, seu antecessor no governo de MG, Eduardo Azeredo.

22- Seu primo, Rogério Lanza Tolentino, era braço direito de Marcos Valério e foi condenado por lavagem de dinheiro em MG.

23- Seu outro primo, Tancredo Aladin Rocha Tolentino, foi preso por vender sentenças judiciais. A Globo se calou.

24- Por falar em sentença, conseguiu um mandado de busca e apreensão para que a polícia invadisse o apartamento de uma jornalista. Computador, hd externo, cds e celular foram apreendidos.

http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/assessor-de-confianca-de-aecio-e-reu-do-mensalao-mineiro

http://tvuol.uol.com.br/video/eduardo-azeredo-participara-como-quiser-da-campanha-diz-aecio-neves-128-04020C183864D0815326

http://www.revistaforum.com.br/blog/2014/06/jornalista-tem-casa-invadida-pela-policia-rj-por-acao-de-aecioneves/

http://www.conjur.com.br/2012-fev-09/desembargador-mineiro-cobrava-180-mil-liminar-denuncia-mpf


SENADOR EXEMPLAR?

25- Nos quatro anos como senador, apresentou menos projetos que o deputado Tiririca.

26- Gastou 63% do dinheiro com passagens de avião pagas pelo senado com viagens para o Rio de Janeiro. Apenas 27% das viagens foram para MG, estado que o elegeu senador.

27- Aliás, torrou 589 mil reais em passagens de avião para o Rio em pouco mais de 3 anos e meio como senador.

http://entretenimento.r7.com/blogs/sem-censura/2014/08/20/rapidinho-tiririca-e-considerado-melhor-candidato-comparado-a-aecio-neves/

http://politica.estadao.com.br/noticias/eleicoes,senador-usa-mais-verba-para-ir-ao-rio-que-a-bh-imp-,1012625




28- Segundo o respeitadíssimo jornalista Juca Kfouri, Aécio Neves bateu em sua ex-mulher, em público, numa festa num hotel no Rio de Janeiro. Apesar de tentar censurar a matéria Aécio perdeu na justiça, que não a considerou caluniosa.

http://blogdojuca.uol.com.br/2009/11/covardia-de-aecio-neves/


MAIS!!
PROFESSOR DE MINAS ESCREVE CARTA E LISTA 5 MOTIVOS PELOS QUAIS NÃO VOTARÁ EM AÉCIO NEVES


quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Discurso de Dilma na ONU traduz a Nova Política Externa O discurso de Dilma Rousseff na Assembleia Geral da ONU é revelador do novo paradigma, ativo e altivo, da política externa brasileira por Grupo de Reflexão sobre Relações Internacionais — publicado 30/09/2014 15:31

Por Carlos Enrique Ruiz Ferreira
Como introdução, o significado e a importância do discurso em Política Externa:
Um discurso não é pouco, como acreditam muitos. E um discurso brasileiro na abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (AGONU)... de pouco não tem nada. Diz-se naquele lócus, naquele discurso, nas entrelinhas ou não, quem somos, o que queremos, o que pensamos. Os tempos e contratempos da sinfonia são rigorosamente debatidos entre muitos – diplomatas e políticos – a fim de se chegar a uma peça-final. Cuida-se notar, para uma correta dimensão de sua relevância, que até o Presidente Lula, conhecido por não se ater aos discursos para ele preparados, leu e ateve-se, sempre, àquela peça produzida. Celso Amorim anunciou que estes discursos são “documentos cuidadosamente trabalhados, seja por seu valor externo, como apresentação das posições do Brasil, seja como indicação para a opinião pública brasileira sobre os rumos da nossa ação internacional.” Ao fim e ao cabo, para recorrer a outra citação, Luiz Filipe Corrêa sustentou: “Em política externa, discurso e ação na verdade se complementam e se sobrepõem. Frequentemente o discurso é a ação e a ação é o discurso.” A importância se eleva tendo em vista que ao Brasil cabe a honra e a responsabilidade de inaugurar a sessão da Assembleia, fato que remonta à IV Sessão da AGONU de 1949.
O discurso brasileiro enquanto tradução de uma Nova Política Externa
Fait accompli, a Nova Política Externa brasileira, altiva e ativa nos dizeres do chanceler Amorim, torna-se cada dia mais duradoura e reconhecível: 12 anos de uma nova política externa reconhecida pelos líderes mundiais mais expressivos, analistas e mídias internacionais (com exceção de praxe da nossa mídia nativa colonizada e colonial).
As novas alianças políticas internacionais (BRICS, IBAS, G-20), o fortalecimento da integração (a exemplo da criação da UNASUL e da CELAC), o protagonismo do Brasil em temas que vão desde a crise financeira internacional até a governança da internet, passando por assuntos de segurança, expressam um esforço e uma habilidade para a criação e a prática desta nova política. Neste sentido, o discurso de Dilma Rousseff, que ocorreu próximo ao término de três mandatos de governos petistas (com suas idiossincrasias e alianças, por óbvio) coroa um novo período.
Em primeiro lugar pode-se ressaltar no discurso da presidenta a coroação do princípio da solidariedade. Não difusa e idílica, mas prática e possível. Num exame sobre os discursos da época de Fernando Henrique e Lula contata-se o uso do termo “solidariedade” 6 vezes naquele período e 12 vezes no último. Nos discursos de Dilma, de 2011 a 2014, o termo apareceu 7 vezes.
Destaque para que duas vezes FHC e seu chanceler Celso Lafer (uma vez cada) o utilizaram em referência aos EUA, por conta do ataque às torres gêmeas. Já Lula, Amorim e Dilma, aplicaram-no mais diretamente: à questão do combate à fome, à cooperação internacional, ao Haiti, entre outros.
No discurso de 2014 a presidenta colocou-o ao lado de outros princípio tradicionais da política externa brasileira, fato que deve-se atentar com certa acuidade. Disse Dilma que “a grande transformação que estamos empenhados” exigiu do Brasil “uma ação na cena global marcada pelo multilateralismo, pelo respeito ao Direito Internacional, pela busca da paz e pela prática da solidariedade.”
O Brasil, portanto, nestes últimos 12 anos, procurou demonstrar ao mundo e a si mesmo, que a prática da solidariedade é possível e serve aos interesses nacionais e humanistas. A solidariedade, um principio infelizmente tão escamoteado pelo status quo econômico-político, possibilitou, por exemplo, que o Brasil tenha saído do “mapa da fome”, nas palavras da Presidenta na Assembleia Geral. O combate à pobreza e à miséria, em âmbito nacional e global, a cooperação internacional, a integração regional, a busca por mecanismos eficientes de prevenção e combate à insegurança internacional, são metas inspiradas por aquele princípio.
Outro ponto que merece menção foi o chamado à criação de marcos regulatórios para a governança da internet. Dilma já havia se referido à questão no ano anterior e, desta vez, demonstrou sua urgência e pertinência. Tem-se aqui outro exemplo de uma política altiva e ativa: por um lado, o País não se calou – como era de se esperar em governos anteriores – diante da violação de padrões de conduta internacional promovida pela grande potência mundial. Por outro, o governo deu passos significativos para promover uma solução à questão, a exemplo “da iniciativa do Brasil, da Reunião Multissetorial Global sobre o Futuro da Governança da Internet - a NETmundial”, que ocorreu em abril deste ano, como sustentou a presidenta.
Quanto ao papel dos países em desenvolvimento na arquitetura de poder internacional a postura de Lula e Dilma são de igual forma destacáveis. Sobre reforma da ONU, em especial sobre o Conselho de Segurança, Lula diria em 2005 que “Não é admissível que o Conselho continue a operar com um claro déficit de transparência e representatividade”. Em seu discurso de 2014, Dilma afirmou em referência ao Banco Mundial e ao Fundo Monetário Internacional: “É inaceitável a demora na ampliação do poder de voto dos países em desenvolvimento nessas instituições.” Novamente, a altivez é seguida e complementada pela atividade: em 2004 criava-se o G4, composto pelo Brasil, Alemanha, Japão e Índia. No governo Dilma, em 2013, o Banco do Sul passou a operar em Caracas e, em 2014, na Cúpula dos BRICS lançou-se o Banco dos BRICS. Ambos empreendimentos que surgem como alternativas ao FMI e Banco Mundial.
Por fim, apareceu novamente no discurso da presidenta a preocupação com as intervenções humanitárias ou operações de paz. Neste sentido, Dilma volta a fazer referência ao seu discurso, no mesmo lócus, de 2011, quando inovou ao trazer a noção/ideia da responsabilidade ao proteger. Em 2014 Dilma usou palavras fortes: “O uso da força é incapaz de eliminar as causas profundas dos conflitos (...). A cada intervenção militar não caminhamos para a Paz mas, sim, assistimos ao acirramento desses conflitos.” Verifica-se uma postura corajosa e que procura trazer à tona um dilema contemporâneo de dimensões significativas no cenário da segurança internacional: afinal, as intervenções humanitárias estão cumprindo seus propósitos? A questão, polêmica e aguda, incita à reflexão e discussão sobre novas formas de resolução de conflitos.
Ao fim e ao cabo, o discurso da presidenta de 2014, em termos de Política Internacional e Política Externa, seguiu a métrica de um protagonismo responsável, promovendo e consolidando uma nova política externa brasileira que, oxalá, continuemos observando nos próximos anos.
*Professor de Relações Internacionais da Universidade Estadual da Paraíba, membro do Grupo de Reflexão em Relações Internacionais (GR-RI).

Carta Aberta a FHC


Postado em 02 out 2014
Votei em outro homem
Votei em outro homem
Caro FHC
Votei no senhor mais vezes que em qualquer outro candidato.
A última vez em que fiquei pessoalmente arrasado com a derrota de alguém foi quando o senhor perdeu a prefeitura de São Paulo para Jânio Quadros.
Deixei de votar no PSDB quando o partido começou a se tornar o que é hoje: uma reedição da UDN de Lacerda, em que ao moralismo demagógico e cínico se soma um conservadorismo petrificado.
Atribuí este movimento rumo à direita, em certo momento, a Serra. Mas hoje tenho clareza de que o senhor também empurrou o PSDB para o neoudenismo que o vai transformando em quase nada.
Faz já algum tempo que não espero muita coisa do senhor, dadas suas manifestações públicas.
Ainda assim, mesmo com expectativas baixas, fiquei surpreso com seu palavreado chulo numa entrevista dada à Veja.
O senhor é a Veja. A Veja é o senhor. É uma comunhão patética para um sociólogo que entrou para a política com o propósito de renová-la, na redemocratização do país, no final da década de 1970.
A frase que simboliza seu mergulho nas trevas foi destacada e louvada pela Veja: “É preciso tirar essa gente do poder.”
Essa gente.
Fosse outra a época, e os militares estivessem à espera de uma chance para derrubar um governo eleito, o senhor estaria certamente dizendo aquela frase a generais, como Lacerda. E a repetiria, em inglês, a representantes do governo americano.
Votos, senhor. É com votos que o seu partido poderia tirar “aquela gente” do poder.
Mas onde estão estes votos? O senhor imaginava que o apoio da plutocracia e da mídia traria votos para o PSDB? Foi o mesmo delírio que teve, no passado, a UDN.
Como um estudioso, o senhor deveria conhecer isso, para não repetir o mesmo erro. Esta miopia, hoje, me faz duvidar até de sua capacidade como intelectual.
Como demagogo, o senhor repete que o maior problema do país é a corrupção, para enganar o povo. Partindo de um homem que se reelegeu graças à compra de votos no Congresso, é algo que mistura comédia com tragédia, descaro com mistificação.
Ora, a real tragédia nacional é a abjeta desigualdade, e contra ela suas realizações, como presidente, são medíocres.
A idade melhora certas pessoas. Um contemporâneo seu, o Papa, é um dos combativos propagadores da causa da justiça social.
Quando comparamos a essência das declarações de Francisco e as suas, vemos grandeza épica de um lado e pequenez míope de outro.
Com tudo isso, não me arrependo dos votos que dei para o senhor. Prefiro pensar que votei num outro homem, com outras ideias e outros propósitos.  E não na versão do século 21 de Carlos Lacerda, o Corvo, com o mesmo reacionarismo mas sem a verve da versão original.
Sinceramente.
Paulo Nogueira

Razões pelas quais nenhum brasileiro deve votar em Dilma

Prezados amigos,
Existem razões e mais razões para que nenhum cavalheiro de bens ou boa orientada dama vote na búlgara insubmissa, Dilma e nos representantes deste governo que aí está, eis algumas delas:
A Inflação Galopante:

E já podemos afirmar que em 2014 a inflação chegará ao patamar, nunca d’antes alcançado, de até 6,3% comprovando o descontrole inflacionário, bem ao contrário dos bons tempos de FHC, Armínio, Malan e outros próceres do tucanato como Çerra e Dr. Aécio, quando estava sob forte controle.
O desemprego é recorde:

Como recém-divulgado, agosto de 2014 foi o agosto de menor taxa de desemprego da história, ocasionando a elevação do custo Brazil para os homens de bens; notem que nos felizes tempos do sultanato tucano a situação era outra, podíamos escolher os empregados e decidir quanto pagar
O PT destruiu a Petrobrás: 

O lucro médio e o patrimônio líquido da empresa desabaram sob a temerária gestão petista, as perspectivas futuras com o fracasso da aventura do Pré-Sal indicam uma produção de petróleo declinante no futuro, atingindo o Brazil apenas a posição de sexto maior detentor de reservas no mundo sendo que a produção até 2020, chegará a meros 4,2 milhões de barris diários, com os royalties da exploração como já determinado pela legislação indevidamente aprovada por Dilma será inteira e lamentavelmente destinados a educação e saúde.
Empobrecimento geral da população:

Esse é o ponto em que ocorreu o maior fracasso ocasionado por Dilma e pela incompetente administração bolchevique dos vermelhos barbudinhos, é visível o empobrecimento generalizado da população, com hordas de mendigos, despossuídos, circulando sem destino pelas vias públicas, bem ao contrário dos gloriosos dias do grão tucanato quando o número de camelôs e vendedores pelas ruas demonstrava a pujança do desenvolvimento
Redução acentuada do salário-mínimo:

O salário minimo foi inflacionado pelos comuno-populistas Dilmolullistas como forma de comprar o voto da gentalha ignara, inflacionando o mercado e impingindo perdas inaceitáveis aos homens de bens e benz
A corrupção aparelhada por Dilma e pelo PT

Nunca antes na história desse país se corrompeu tanto e nunca antes na história desse país se deixou impune tantos corruptos com agora sob a égide petista; de facto, durante os áureos tempos da redentora e nos saudosos anos da boa grei neoliberal dos tucanos os órgãos federais de controle e a polícia federal faziam investigações e operações sem cessar, coibindo mal feitos e prendendo corruptos, aos quais os então procuradores-gerais da república, não davam trégua, acusavam e providenciavam celeremente a condenação, em oposto, como todos sabem, ao que hoje prevalece, o acobertamento e o engavetamento de acusações e processos.
Solicito a licença do professor Hariprado para que os confrades e confreiras deste santo sítio de luta contra o comunismo ateu e o bolivarianismo populista, e a favor do estado mínimo, apresentem outras razões pelas quais não se deve, em nenhuma hipótese, votar em Dilma ou nos candidatos de tudo-o-que-aí-está, devendo os bons homens de bens sufragar sem pestanejar nossa fadinha perseguida Marina, que vai governar com os melhores – nós – ou votar no excelso Doutor Neves, emérito Brigadeiro de Cláudio, representante do que de mais avançado existe na ‘jestão’ pública, assim como administrou a nação FHC, que até em Clinton provocou inveja.
Alvíssaras!

O que significa a Bolsa de Valores desabar sempre que Dilma cresce nas pesquisas?


Postado em 01 out 2014
A Bolsa
A Bolsa
O que significa a Bolsa de Valores desabar a cada momento que parece mais provável a vitória de Dilma?
Imagino que o BM, o Brasileiro Médio, se faça essa pergunta diante das repetidas notícias de queda na Bolsa.
A resposta é: é um problemão para quem tem dinheiro aplicado na Bolsa de Valores, uma fração insignificante da sociedade.
A Bolsa brasileira sempre foi irrelevante. Poucas empresas, ao longo dos tempos, decidiram abrir seu capital.
Na mídia, por exemplo, que não para de noticiar agora a instabilidade das ações, nenhuma grande empresa foi para a Bolsa.
A visão hostil em relação à Bolsa faz parte da cultura nacional, pouco disposta ao risco. Fora isso, há investimentos seguros que pagam altas – em certos momentos altíssimas – taxas de juros.
Suponha que, numa virada sensacional, a Bolsa começasse a bater recordes. Mais uma vez: não significaria nada para o BM.
O BM não come ações.
Em compensação, alguns especuladores ganhariam muito dinheiro.
Por trás do noticiário catastrofista, está uma tentativa de intimidar o eleitor assustadiço e convencê-lo a votar no “candidato do mercado”, Aécio.
As pesquisas mostram que o BM não é o idiota que alguns pensam que é.
Pressões baseadas no apocalipse são comuns. Numa clássica, o então presidente da Fiesp, Mário Amatto, disse que 800 000 empresários deixariam o país caso Lula vencesse as eleições de 1990.
O “mercado” se agitou também em 2002, diante da iminência da vitória de Lula. Lula piscou, e disso nasceu a Carta aos Brasileiros, na qual o PT se comprometeu a seguir a essência da política econômica de FHC.
Quer dizer: o PT abdicava, ali, de ser um partido de esquerda. Começava um movimento que levaria o partido ao centro, ou à centro-esquerda.
(Um efeito colateral dessa caminhada do PT rumo ao centro foi a transformação do PSDB num partido de direita.)
O terrorismo econômico de 2014 não é muito diferente do de 1989, e nem do de 2002.
O que se deseja, a rigor, é que Dilma se comprometa com uma agenda da qual o “mercado” goste.
Lula parece ter aprendido, pelo que ele fala agora, que no fundo se trata de mais um blefe. Não era verdade que 800 mil empresários debandariam, e nem que o Brasil entraria em colapso se não fosse seguida a receita ortodoxa de FHC em 2002.
Mais uma vez, o que temos é o 1% sempre querendo manipular os 99%: a rigor, não é mais nem menos que isso.
Durante muitos anos, na ditadura militar e depois mesmo no governo FHC, os brasileiros foram enganados com o argumento de que era preciso fazer o bolo – a economia – crescer para depois distribuí-lo.
O bolo cresceu e, como mostram os dados da desigualdade, jamais foi distribuído decentemente por sucessivas administrações.
Num mundo menos imperfeito, a mídia teria cobrado duramente ações para fazer do Brasil um país menos abjetamente injusto.
Mas não.
A imprensa nunca fez do combate à iniquidade uma causa, porque se beneficiou da desigualdade. Os donos das empresas de jornalismo acabaram figurando entre as pessoas mais ricas do Brasil.
A melhor atitude que o BM, o Brasileiro Médio, deve tomar diante das trepidações da Bolsa é ignorá-las.
De alguma forma, pode até respirar aliviado. Nas presentes circunstâncias, caso a Bolsa estivesse bombando, é porque – como prometeu Aécio a um grupo de empresários no começo da sua campanha – medidas impopulares estariam ali na esquina.
E delas ninguém escapa, salvo os suspeitos de sempre, o chamado 1%.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Será que a esquerda , se voltar ao poder,cumprirá seun papel de mudanças?

A aposta no papel histórico de Dilma

dilmaditadura
(Quando Dilma se reencontrará com a jovem Dilma?)
Este ano, mais uma vez, brasileiros de esquerda, militantes ou não de partidos políticos, eleitores históricos do PT, farão a aposta em Dilma Rousseff nas eleições. Decepcionados com os últimos quatro anos, votarão de novo em Dilma não pelo que fez, mas com a esperança de que, reeleita, cumpra o seu papel histórico como mulher, ativista de direitos humanos e participante ativa da luta contra a ditadura militar.
Estamos assistindo atônitos ao avanço dos fundamentalistas religiosos e do conservadorismo em geral em nosso País. Em seus primeiros anos no poder, a ex-guerrilheira não se mostrou valente ao ponto de enfrentá-los, sob a desculpa de garantir a “governabilidade”. Se for reeleita, Dilma precisa retomar a agenda progressista o quanto antes. Abandoná-la foi um erro que, isto sim, quase lhe custou a governabilidade. Ou alguém duvida que as manifestações de junho de 2013 começaram graças à insatisfação da própria esquerda com o PT?
Ceder aos fundamentalistas e ao conservadorismo não rendeu a Dilma estabilidade na presidência muito pelo contrário. É importante o apoio no Congresso; mas mais importante ainda é o apoio das ruas. E não há como apoiar um governo que se amedronta e deixa de cumprir promessas feitas a setores que historicamente sempre estiveram a seu lado. O PT possui uma dívida com as mulheres, com a população LGBT, com os índios, com os sem-terra, com os desaparecidos e mortos pela ditadura. Quem votar em Dilma agora estará apostando que ela seja capaz de saldá-la. Ou irá abandonar a presidente à própria sorte na primeira oportunidade, como aconteceu em junho.
Estou convencida de que nenhum dos candidatos à exceção de Luciana Genro, do PSOL, sem chances reais de vitória– possui as condições de fazer este movimento a não ser Dilma. Não enxergo em Marina autoridade ou vontade política para avançar nas questões LGBTs, por exemplo. E nem mesmo, apesar de seu passado ambientalista, na questão indígena, dadas as escolhas econômicas que está fazendo. O PSDB tampouco demonstrou, ao longo de sua trajetória, que estes temas lhe são caros. O PT, sim.
Com Marina no páreo, Dilma tem a vantagem de estar sem fundamentalistas a seu lado. Todos eles manifestaram apoio à candidata do PSB. É a hora, portanto, de assumir as posições que os desagradam. Senhores marqueteiros, ouçam-me: a conjuntura mundial, moralmente falando, mudou. Vejam o exemplo de Barack Obama nos Estados Unidos. Assumir posições progressistas não tira votos; acrescenta. E, mais que isso, propicia ao governante um suporte fundamental junto à população. São formadores de opinião, gente que fará diferença na hora em que outro “junho de 2013″ se anunciar no horizonte.
Caso seja eleita domingo, Dilma Rousseff terá pela frente dois caminhos a seguir. Ou faz um segundo mandato medíocre como Fernando Henrique Cardoso, em que todo mundo contava os dias para que acabasse, ou segue o exemplo de Lula, se aproxima dos movimentos sociais, e se supera em relação ao primeiro mandato. É preciso que Dilma faça sua escolha: se quer, mesmo sendo a primeira mulher a ocupar o cargo, tornar-se apenas mais um retrato na galeria dos presidentes da República ou se quer garantir o seu lugar na História.