segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Ja vai tarde!

Renato Maurício Prado: Demitido!

O ataque de mau-humor de Galvão Bueno sobre Renato Maurício Prado durante a Olimpíada teve o seu ponto final. Renato deixa o Sportv.Seu contrato, que já tinha expirado, não será renovado.
A direção do Sportv, inicialmente, até planejou botar a turma do deixa-disso em campo para apaziguar os ânimos e reconciliar a dupla.Mas desistiu.
Por Lauro Jardim
Não fará a menor falta aos programas do Sportv, que poderia seguir com a faxina e dar um fim em André Rizek,Lédio Carmona – O Mauro Cesar Pereira do Sportv – e outros torcedores travestidos de jornalista, além da chata bancada gaucha com bairrismo e um falso ar de superioridade.
O Sportv fez uma grande cobertura dos jogos olímpicos de Londres deixando de fora toda essa turminha e o telespectador não sentiu falta de profissionais fracos,a demissão de Renato Maurício Prado é um grande favor prestado aos assinantes.

Saul Leblon-Carta Maior

Tucanolices e coisa séria



O maior feito monetário do conservadorismo brasileiro foi jogar a taxa de juro do país no patamar meliante de 44%. O colosso se deu em 1999. Paradoxalmente, na gestão do principal analista financeiro da atualidade, Fernando Henrique Cardoso, que se dedica à generosa tarefa de explicar à Presidenta Dilma,como se sabe uma jejuna em economia perto dos seus cabedais, que o problema central da Nação hoje é o legado do ciclo Lula.

Para ficar apenas no alicerce fiscal/monetário: em dezembro de 2002 -- último mês do PSDB na Presidência da República-- a relação dívida/PIB atingia estratosféricos 63,2%, praticamente o dobro dos 30,2% existentes no início do ciclo tucano, em 1994. Anote-se: isso, depois de um salto da carga fiscal, que passou de 28,6% para 35% no período. Hoje a relação dívida/PIB é de 35%; a previsão para 2013 é de 32,7%.

Reverteu-se o desastre com uma oscilação de apenas 2 pontos na receita tributária, sem considerar as desonerações e incentivos fiscais. A média da taxa de juros real (acima da inflação) no período de 1997 a 1999 foi de estupendos 21,4%. Hoje é de inéditos 1,98%. Regressões e digressões tucanas, um pleonasmo, elidem o que de fato importa: apesar da queda de 4,5 pontos nos juros desde agosto de 2011, o orçamento de 2013 reserva aos rentistas R$ 108 bi; destina R$ 38 bi à educação e R$ 79,4 bi à saúde.

Aos investimentos ( PAC e Minha Casa) couberam R$ 187 bi. Mesmo que se reduza à metade o gasto com juro, o espaço fiscal para um salto substantivo --indispensável-- nos recursos aos investimentos e serviços essenciais continuará magro. Depois da vitórias contra a pobreza, chegou a vez de afrontar a desigualdade. Entre outras tarefas estruturais, isso pressupõe ampliar o universo tributável de modo a abranger o estoque da riqueza existente. O oposto das tolices regurgitadas por FHC, que ainda festeja uma das derradeiras e melancólicas vitórias da agenda demotucana: subtração de recursos à saúde pública. Registre-se para os anais esse carimbo de uma cepa ideológica, em seu artigo no Estadao, neste domingo: "a oposição conseguiu suprimir a CPMF, cortando R$ 50 bilhões de impostos, e a derrama continuou impávida..." (FHC; Estadão, 02-09-2012). Basta isso.

Postado por Saul Leblon às 07:49

sábado, 1 de setembro de 2012

Prof. Hariovaldo Almeida Prado

Mesmo conspurcado por comunistas, Grande Tribunal reage e condena bolchevistas

28 de agosto de 2012
By
Bourne
Segue o espetáculo do século comandado pelos Excelsos Tribunos da Pátria no qual serão executados os asseclas do grande Ali Babá da nação. Lá naquela Alta Corte o bolchevismo não terá vez, as mentiras cairão, aqueles que forem manchados pela cor escarlate do petismo terão seus nomes lançados no rol dos culpados pelas graves ofensas nunca antes vistas neste país, conforme denuncias pelo Semanário dos Homens Bons, integralmente endossadas pelo Parquet.
O inquisidor-mor, agora do nosso lado, não deixará passar as falsas teses dos defensores malignos e os julgadores hiper qualificados não aceitarão a ladainha comunista da presunção de inocência, sabedores que são que em se tratando de petralhas cabe aos defensores o ônus da prova, princípio básico do estado de direito de todo o mundo livre da dominação esquerdista que preza pela Déclaration des droits de l’Homme et du citoyen.
Neste tribunal a exceção será a regra, moldando-se às necessidades, caso a caso, exigidas pelas circunstâncias excepcionais de forma que o resultado almejado seja alcançado sem os obstáculos já relativizados das normas procedurais que engessam a esculptura dos artistas imbuídos do ideal condenatório formado socialmente nas mentes brilhantes maiores espargido osmoticamente para aqueles que por dever de ofício devem segui-lo.
O processo será dinâmico, escondendo as brechas para as firulas esperneantes dos insolentes, e ante ao gigantesco conjunto comprobatório, arqueado em si, uma vez que difuso, tangente abstrata, função racional maior, cada julgador dos quesitos avaliados obrigatoriamente se comportará como um auxiliar da acusação, vez que os homens bons da nação aguardam ansiosos a punição dos agentes políticos usurpadores do poder que ousaram profanar as verdades de nossa República tão bem guardadas pela tradição, família e Pátria. Alvíssaras!

Agência Carta Maior



31/08/2012

Buffet farto, orquestra afinada e pista vazia


Há certo gosto de decepção no ar. O conservadorismo que durante meses, anos, cultivou o julgamento do chamado mensalão como uma espécie de terceiro turno sanitário, capaz de redimir revezes acumulados desde 2002 no ambiente hostil do voto, de repente percebe-se algo solitário na festa feita para arrebanhar multidões.

Como assim se os melhores buffets da praça foram contratados; a orquestra ensaiou cinco anos a fio e o repertório foi escolhido a dedo?

Por que então a pista está vazia?

Pouca dúvida pode haver, estamos diante de um evento de coordenação profissional.

O timing político coincide exatamente com o calendário eleitoral de 2012; a similitude e a precedência comprovadas do PSDB na mesma e disseminada prática de caixa 2 de campanha --nem por isso virtuosa--, e que ora distingue e demoniza o PT nas manchetes e sentenças, foi enterrada no silêncio obsequioso da mídia.

Celebridades togadas não sonegam seu caudaloso verbo à tarefa de singularizar o que é idêntico.Tudo caminha dentro do figurino previsto, costurado com o afinco das superproduções, o que falta então?

Apenas o essencial: a alegria do povo.

A população brasileira não tem ilusões. Ninguém enxerga querubins no ambiente nebuloso da luta política. Consciente ou intuitiva, ela sabe a seu modo que a política brasileira não é o que deveria ser: o espaço dos que não tem nenhum outro espaço na economia e na sociedade.

A distância em relação ao ambiente autofestivo da mídia condensa essa sabedoria em diferentes versões.

Privatizada pelo financiamento de campanha a cargo dos mercados, a política foi colonizada pelos mercadores. Afastada do cidadão pelo fosso cravado entre a vontade da urna e o definhamento do voto no sistema representativo, a política é encarada exatamente como ela é: um matrimônio litigioso entre a esperança e a decepção.

O PT do qual se cobra aquilo que não se pratica em muitos círculos - à direita e à esquerda - é protagonista dessa ambiguidade; personagem e cronista dos seus limites, possibilidades e distorções.

Que tenha aderido à lógica corrosiva do financiamento eleitoral vinculado ao caixa 2 das empresas e , ao mesmo tempo, protagonizado um ciclo de governo que faz do Brasil hoje o país menos desigual de sua história (de obscena injustiça social), ilustra a complexidade desse jogo pouco afeito a vereditos binários.

Essa ambiguidade não escapa ao discernimento racional ou intuitivo da sociedade.

Se por um lado semeia degenerações clientelistas e apostas recorrentes nos out-siders que se apresentam como entes 'acima dos partidos', ao mesmo tempo é uma vacina de descrença profilática em relação a encenações de retidão como a que se assiste agora.

A repulsa epidêmica dos eleitores de São Paulo a um dos patrocinadores
desse rega-bofe, do qual se imaginava o principal beneficiário, é sintomática do distanciamento que amarela o riso de vitória espetado nos cronistas convidados a animar o evento.

O baixo custo eleitoral do julgamento em curso no STF, contudo, não deve ensejar alívio ou indiferença na frente progressista da qual o PT é um polo central.

O julgamento do chamado 'mensalão' por certo omite o principal e demoniza o secundário. Ao ocultar a dimensão sistêmica a qual o PT aderiu para chegar ao poder, sanciona o linchamento de um partido democrático, uma vez que desautoriza seu principal argumento de defesa.

A meia-verdade atribuída aos réus do PT pelos togados e promotores está entranhada na omissão grotesca da história de que se ressentem suas sentenças pretensiosamente técnicas, envelopadas em liturgia mistificadora.

A pouca ou nenhuma influência eleitoral desse engenhoso ardil que elegeu a ausência de provas como a principal prova condenatória diz o bastante sobre o alcance da hipocrisia vendida como marco zero da moralidade pública pelos vulgarizadores midiáticos.

Não é esse porém o acerto de contas com o qual terá que se enfrentar o PT.

Após uma década no governo federal, o partido, seus intelectuais, lideranças e aliados nos movimentos sociais tem um encontro marcado com uma indagação incontornável, que não é nova na história das lutas sociais: em que medida um partido progressista tem condições de se renovar depois da experiência do poder? Em que medida tem algo a dizer sobre o passo seguinte da história?

O legado inegociável das conquistas acumuladas nesses dez anos entrou na casa dos brasileiros mais humildes, sentou-se à mesa, integrou-se à família. Ganhou aderência no imaginário social.

Não é preciso desconhecer os erros e equívocos para admitir que essa década mudou a pauta da política; alterou a face da cidadania; redefiniu as fronteiras do mercado e da produção.Deu ao Brasil uma presença mundial que nunca teve.

Com todas as limitações sabidas, criou-se uma nova referência histórica no campo popular em que antes só avultava a figura de Getúlio Vargas.

Lula personifica essa novidade que a população entende, identifica e respeita.

E que o enredo do 'mensalão' gostaria de sepultar.

Não está em jogo abdicar do divisor conquistado, mas sim ultrapassá-lo. Avulta que o percurso concluído abriu flancos, sugou agendas, talhou cicatrizes e escavou revezes de esgotamento, dos quais o julgamento em curso no STF é um exemplo ostensivo. Todavia não o principal.

Existe uma moldura histórica mais ampla a saturar esse ciclo.

O colapso da ordem neoliberal, os riscos intrínsecos espetados na desordem financeira e ambiental em curso no planeta --suas ameaças às conquistas brasileiras-- formam um condensado de culminâncias que pede desassombro na renovação da agenda da democracia e do desenvolvimento para ser afrontado.

O caminho não será trilhado, menos ainda liderado, por forças e partidos incapazes de incluir na bússola do trajeto o ponteiro da autocrítica política e de um aggiornamento organizativo coerente com a renovação cobrada pela história.

O carro de som da direita faz barulho por onde passa nesse momento. Mas isso não muda a qualidade da mercadoria que apregoa.

O que o alarido dos decibéis busca vender é o velho pote de iogurte vencido e rançoso, cuja versão eleitoral em São Paulo tem 43% de rejeição popular.

A resposta da frente progressista à qual o PT se insere não pode ser a mera denúncia da propaganda enganosa.

Urge esquadrejar revezes e resoluções para renovar o próprio estoque de metas e métodos requeridos pelo novo ciclo da história.
Postado por Saul Leblon às 07:00

1º de Setembro de 1910 alguma coisa aconteceu no mundo!

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